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Escrito por Administrator   
Seg, 01 de Fevereiro de 2010 22:13

14/02/2010 - Casa de Moisés precisa de ajuda

Toda família passa por momentos difíceis e, mais dia menos dia, precisa da ajuda de parentes ou vizinhos. O caso do orfanato Casa de Moisés só é diferente pelas proporções em que tudo acontece. Essa família tem 74 crianças, nove voluntários, além da diretoria e da mãe de todos, mais conhecida como Mãe Vera. A casa precisa da ajuda de toda a comunidade para se manter.

Situada em Águas Lindas (GO), a 50 km de Brasília, o orfanato está na cidade desde 1990, tendo tido Ceilândia como endereço na década de 80. Mãe Vera, ou Raimunda Silvéria Soares Luz, tem 67 anos e agora já é chamada de vó pelos menores. Foi ela quem começou a história dessa família. Hoje, ela luta por verbas para construir uma escolinha para crianças em idade de alfabetização.

A obra, prevista para começar ainda esta semana, vai levantar três salas de aula e um auditório. A estrutura básica foi orçada em R$ 10 mil. A instituição já conseguiu R$ 3 mil e parcelou o resto em 12 prestações. Além de dinheiro, a casa recebe também todo tipo de material que ajude na construção.

Mas não só material de construção são bem vindos. Um lugar que consome dez quilos de arroz, quatro quilos de feijão, oito frangos inteiros ou de seis a quatro quilos de carne e quatro quilos de macarrão por dia no almoço, precisa de todo o apoio possível. "Tudo aqui é muito, tudo é em grande quantidade", afirma a voluntária Maria Socorro Franco da Cruz. Ela trabalha na diretoria da Casa, organizando a documentação das crianças.

Socorro conta que só a fatura de energia do mês de janeiro foi de R$ 930. "Energia é o nosso bicho-papão", afirma. Com o telefone, eles gastam entre R$ 250 e R$ 300 por mês. Um botijão de gás comum dura apenas quatro dias na Casa de Moisés. Portanto, a cozinha usa um cilindro maior, que dura 15 dias, se o forno não for usado. O gasto total com o produto chega a R$ 520 por mês.

Sem internet

A internet chegou à casa no meio do ano passado, mas só fez uma visita rápida. Dois meses depois de instalada, algum cabo deu problema. "Agora, a gente precisa de algum voluntário para vir olhar o que está acontecendo. Estamos sem rede desde então", explica Socorro. Com os computadores, a história é a mesma. As crianças têm 14 máquinas no total, mas seis não estão funcionando.

Mesmo com todas as dificuldades, o lugar é limpo, organizado, os horários são cumpridos, há monitores para auxiliar nas tarefas da escola e um professor para dar reforço. "Nós temos um tripé que é limite, respeito e humildade. O que nos dá força é o amor. Sem amor e perseverança não há trabalho", assegura a Mãe Vera.

A história de Raimunda Silvério começou por acaso há quase 40 anos. Um assistente social lhe pediu para cuidar de uma criança. Ela não hesitou. "Eu aceitei, mesmo contra a vontade da minha família. Mais um pouco e eu desmanchei meu lar para montar a instituição", conta. Ela é viúva, têm três filhos e mora na Casa de Moisés. Segundo ela, no começo os filhos não gostavam da ideia, mas depois se acostumaram e, hoje, também ajudam.

O primeiro terreno, em Ceilândia, era da Terracap. Ela foi despejada e seguiu para Águas Lindas de Goiás com 20 crianças e oito madeirites. Lá, invadiu uma área e começou a construir a Casa de Moisés. Hoje o terreno foi desmembrado e cedido para uso da instituição por 15 anos, renováveis para mais 15.

"Quando cheguei a Águas Lindas eu quase desisti. Foi um dos períodos mais difíceis, entre 1990 e 1995. Mas são fases que passam, quando a gente vê que a necessidade é maior que a nossa vontade", fala Mãe Vera, que cuida da Casa de Moisés, com 74 crianças. Aos poucos ela conquistou uma estrutura melhor. Já chegou a cuidar de 200 crianças. Hoje a Casa tem brinquedoteca, biblioteca, lavanderia, uma horta e um pomar, um parque e até um consultório odontológico.

A Casa tem regras a serem seguidas. Os meninos ajudam na limpeza da área externa. As meninas ficam responsáveis pela parte interna. "É assim que elas criam vínculos mais fortes. Cuidando do que é delas", explica Socorro. Ela e mais três irmãs moraram no orfanato em Ceilândia, a partir de 1985 e, há oito anos, ela começou a ajudar o projeto.

"Aqui se mata um leão por dia, mesmo assim é um lar", fala Socorro. Tudo que tem na Casa é proveniente de doação. O cardápio das refeições é feito de acordo com o que há no freezer no dia. Mas a casa conta com alguns doadores fixos, e outros que "deixaram contatos para quando a situação apertar".

Também são realizados dois bazares para arrecadar dinheiro. Um permanente, no próprio local, com mercadorias doadas e que não servem para os moradores da Casa e outro de fim de semana.

A instituição só tem uma kombi. Assim, as crianças que estão no ensino infantil até o 5o ano têm o transporte da prefeitura para chegar à escola. Já as outras, do restante do ensino fundamental e do médio, de responsabilidade estadual, vão para a aula a pé: enfrentam 40 minutos de caminhada.

Mesmo assim, a média das notas das crianças é motivo de orgulho na instituição. "No ano passado tivemos apenas uma reprovação, mas nem conta porque o menino teve muitos problemas de saúde. As notas são, geralmente, muito boas", se anima Socorro.

E quem tira nota boa e tem um bom comportamento, merece um passeio de vez em quando. Mas só quando sobra um pouco de dinheiro para isso. A Casa de Moisés já oferece a eles várias festas para que se divirtam. Festas de aniversário de dois em dois meses (todos ganham presentes), festas juninas, natalinas, de dia das crianças. Todas as datas comemorativas têm seus eventos característicos.

Além disso, há um concurso de leitura que premia os vencedores com passeios. Cada um deve ler quatro livros em dois meses, fazer os resumos deles e aguardar o resultado. O concurso foi idealidado e é realizado por voluntáriosa

As crianças, entre zero e 18 anos, chegam até lá pelo Conselho Tutelar ou pela própria família. Todas elas estão sendo cadastradas pela Vara da Infância e da Juventude, para se adequarem à nova lei de adoção, sancionada em agosto de 2009. A lei criou o Cadastro Nacional de Adoção, o qual reúne os dados das pessoas que querem adotar e das crianças e adolescentes aptos para a adoção.

Fonte: Clicabrasília


14/02/2010 - Carnaval com medo

O primeiro carnaval após o desaparecimento dos seis jovens em Luziânia terá um clima de insegurança misturado às fitas e confetes no ar. Com medo, mães dizem que vão tentar limitar os horários dos filhos nas ruas. Foliões preferem não participar da festa deste ano. E uma parcela de moradores programa sair da cidade durante o feriado prolongado. A professora Valquíria Meireles, 35 anos, adora pular carnaval, mas não vai sair de casa nos próximos quatro dias. "Eu adoro a festa, mas vou ficar em casa. A violência aumentou muito na cidade", contou.

O segurança Celso de Araújo, 25 anos, que geralmente trabalha na proteção dos foliões, também não assistirá às bandas Vitrine, Tô de Zoeira e Imagem, que se apresentarão nos dias de festas no Ginásio José de Araújo Leite, no centro da cidade. "Nos últimos cinco anos, a violência cresceu muito nessas festas. Vou evitar a bagunça este ano", disse. As três filhas, de 14, 15 e 17 anos, de Adilina Alves da Silva, 41, também não vão sair de casa durante os dias festivos. "É muito tumulto nas ruas. Prefiro elas em casa, por perto."

A rotina dos moradores de Luziânia mudou depois que seis jovens sumiram misteriosamente do bairro Parque Estrela Dalva. Os desaparecimentos começaram em 30 de dezembro, quando Diego Alves Rodrigues, 13 anos, não retornou mais para casa. Diego saíra da residência, no Parque Estrela Dalva 4, para ir a uma oficina de carros. Ele nunca mais foi visto. Na sequência, Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16, George Rabelo dos Santos, 17, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Márcio Luiz de Souza Lopes, 19, também sumiram. (NT)

Fonte: Correio Braziliense



14/02/2010 - ÁGUAS LIN­DAS: Mui­to tra­ba­lho e pou­ca di­vul­ga­ção

A mai­o­ria dos pre­fei­tos das ci­da­des do En­tor­no do Dis­tri­to Fe­de­ral, mes­mo com pou­cos ou qua­se ne­nhum re­cur­so no te­sou­ro mu­ni­ci­pal, vem re­a­li­zan­do obras por meio de emen­das par­la­men­ta­res dos go­ver­nos fe­de­ral e es­ta­du­al.

Águas Lin­das de Go­i­ás, mu­ni­cí­pio vi­zi­nho de Bra­sí­lia, é um dos exem­plos de ci­da­de que se tor­nou um can­tei­ro de obras. Só que a di­vul­ga­ção de­las fi­ca res­tri­ta à co­mu­ni­da­de lo­cal. Bem que a as­ses­so­ria de co­mu­ni­ca­ção se es­for­ça, mas ra­ra­men­te re­pór­te­res de ou­tros ve­í­cu­los, que não se­jam da ci­da­de, con­se­guem ter aces­so ao pre­fei­to Ge­ral­do Mes­si­as (PP). Por te­le­fo­ne, en­tão, é um ver­da­dei­ro mar­tí­rio.

Mes­si­as tor­nou-se qua­se ina­ces­sí­vel. Ra­ra­men­te fa­la com jor­na­lis­tas de ou­tros ve­í­cu­los de co­mu­ni­ca­ção que não se­jam de Águas Lin­das. As­ses­so­res, se­cre­tá­rias e pes­so­as pró­xi­mas dão a mes­ma res­pos­ta: “O pre­fei­to é mui­to ocu­pa­do e o po­vo o pro­cu­ra to­da ho­ra, mas va­mos pas­sar o seu re­ca­do e de­pois ele li­ga”. Mes­mo que a in­for­ma­ção se­ja re­le­van­te, do in­te­res­se do mu­ni­cí­pio, a per­cep­ção é de que Mes­si­as ain­da não se deu con­ta de que, por mais es­for­ço que se fa­ça pa­ra ter uma boa ges­tão, sem se co­mu­ni­car com o pú­bli­co ex­ter­no, fo­ra de su­as fron­tei­ras, es­te tra­ba­lho fi­ca re­le­ga­do à sa­nha da opo­si­ção. Uma ad­mi­nis­tra­ção mo­der­na não po­de re­le­gar uma as­ses­so­ria de im­pren­sa a se­gun­do pla­no. Es­ta­mos num ano elei­to­ral e o ges­tor pú­bli­co que me­lhor se co­mu­ni­car te­rá as­sen­to mais pró­xi­mo da­que­les que vão de­ci­dir os des­ti­nos de Go­i­ás.

Ge­ral­do Mes­si­as é uma pe­ça-cha­ve do PP na re­gi­ão do En­tor­no e tam­bém de ou­tros par­ti­dos co­mo o PR, PTB e, prin­ci­pal­men­te, PSDB. É na­tu­ral que to­dos os par­ti­dos quei­ram es­tar bem com Mes­si­as já que ele, te­o­ri­ca­men­te, co­man­da uma so­ma na­da des­pre­zí­vel de 60 mil vo­tos. Es­te ca­pi­tal po­lí­ti­co o pre­fei­to pre­ci­sa man­ter sob im­pac­to de mí­dia e de re­a­li­za­ções, ca­so con­trá­rio, só vai apa­re­cer nas fo­tos ofi­ci­ais e per­der o bon­de da his­tó­ria. Mes­si­as tem tu­do pa­ra trans­for­mar Águas Lin­das, de mu­ni­cí­pio pro­ble­ma, mal vis­to, fo­ca­do só co­mo vi­o­len­to e po­bre, em uma re­fe­rên­cia do “an­tes e o de­pois de Ge­ral­do Mes­si­as”. Por­tan­to, co­mu­ni­que-se mais, pre­fei­to! Dê uns mi­nu­tos à sua agen­da, se­não, sua ex­ce­lên­cia vai tra­ba­lhar mui­to e co­lher pou­co re­sul­ta­do, mes­mo que sua ad­mi­nis­tra­ção nes­te mo­men­to es­te­ja bem ava­li­a­da, é im­por­tan­te man­ter o di­á­lo­go cons­tan­te com seus elei­to­res. Se Mes­si­as não se cu­i­dar, vai des­co­brir que tra­ba­lha mui­to, se es­for­ça, dor­me pou­co mas não co­lhe os re­sul­ta­dos me­re­ci­dos.

O la­do ne­ga­ti­vo

O pre­fei­to Ge­ral­do Mes­si­as bem que po­de­ria apro­vei­tar o bom mo­men­to de inau­gu­ra­ções e in­ves­tir nu­ma cam­pa­nha pu­bli­ci­tá­ria, mos­tran­do que em Águas Lin­das não exis­te só pro­ble­mas, co­mo sem­pre mos­tram os no­ti­ci­á­rios das TVs de Bra­sí­lia. Os mais re­cen­tes, co­mo o pro­tes­to dos mo­ra­do­res na BR-070 pe­din­do si­na­li­za­ção na pis­ta por con­ta de atro­pe­la­men­tos, ao do pro­gra­ma DFTV 2ª Edi­ção, mos­tran­do que no pri­mei­ro dia de au­la, os alu­nos re­cla­ma­ram da pre­ca­ri­e­da­de fí­si­ca da es­co­la mes­mo sen­do o es­ta­be­le­ci­men­to de en­si­no res­pon­sa­bi­li­da­de do Es­ta­do de Go­i­ás. Fal­ta ao pre­fei­to mos­trar pa­ra a po­pu­la­ção, que os pro­ble­mas não se re­sol­vem de uma ho­ra pa­ra ou­tra e que tu­do de­man­da re­cur­sos. Es­ta com­pre­en­são só se con­se­gue com uma boa co­mu­ni­ca­ção, ca­so con­trá­rio, só o la­do ne­ga­ti­vo vai apa­re­cer na te­li­nha das TVs e jor­nais.

ALEX­ÂN­IA

Dis­tri­to in­dus­tri­al e ca­sas po­pu­la­res

Na lis­ta da no­va sa­fra de pre­fei­tos do PSDB que mais têm se des­ta­ca­do jun­to à cú­pu­la do par­ti­do em Go­i­ás, cons­ta o no­me da pre­fei­ta de Alex­ân­ia, Ma­ria Apa­re­ci­da Go­mes de Li­ma (Ci­da do Ge­lo). “Com seu jei­to sim­ples, hu­mil­de, mas com uma gar­ra de le­oa na bus­ca de so­lu­ção pa­ra os pro­ble­mas do mu­ni­cí­pio, aos pou­cos, ela es­tá mu­dan­do a fa­ce da ci­da­de”, de­fi­ne um fren­tis­ta de pos­to da ci­da­de.

O Jor­nal Op­ção con­ver­sou com a pre­fei­ta so­bre o tra­ba­lho mais im­por­tan­te que ela es­tá fa­zen­do em Alex­ân­ia. “Con­se­gui rei­ni­ci­ar as obras do Re­si­den­ci­al Ma­no­el Fer­nan­des de Quei­roz, que es­ta­vam pa­ra­das des­de 2007. Ago­ra, com o con­vê­nio as­si­na­do com a Agên­cia Go­i­a­na de Ha­bi­ta­ção (Age­hab), va­mos con­clu­ir as 150 ca­sas des­ti­na­das às pes­so­as ca­ren­tes.” Os re­cur­sos são da Cai­xa Eco­nô­mi­ca Fe­de­ral, go­ver­no de Go­i­ás da Pre­fei­tu­ra de Alex­ân­ia. “Acre­di­to que, no má­xi­mo em três mes­es va­mos en­tre­gar as ca­sas às pes­so­as ins­cri­tas”, co­me­mo­ra Ci­da.

Ou­tra con­quis­ta que Ci­da do Ge­lo res­sal­ta é a cons­tru­ção de gal­pões no Dis­tri­to Agro-In­dus­tri­al de Alex­ân­ia (Di­al). “Já te­mos in­dús­tri­as com­pro­me­ti­das com o de­sen­vol­vi­men­to de Alex­ân­ia. Is­to sig­ni­fi­ca me­lhor qua­li­da­de de vi­da pa­ra nos­sa gen­te, com em­pre­go e es­ta­bi­li­da­de eco­nô­mi­ca”.

PLA­NAL­TI­NA DE GO­I­ÁS

Jo­sé Ne­to acre­di­ta no cres­ci­men­to do PSC

O pre­fei­to de Pla­nal­ti­na de Go­i­ás, Jo­sé Ne­to (PSC), mes­mo às vol­tas com os inú­me­ros pro­ble­mas no mu­ni­cí­pio, não dei­xa de fa­zer po­lí­ti­ca vi­san­do am­pli­ar a ba­se do par­ti­do na As­sem­bléia Le­gis­la­ti­va de Go­i­ás e Con­gres­so Na­ci­o­nal. “Acre­di­to que o nos­so par­ti­do te­rá um sal­to mui­to gran­de em Go­i­ás e no Dis­tri­to Fe­de­ral.” Jo­sé Ne­to atri­bui ao fa­to de Jo­a­quim Ro­riz (PSC) es­tar li­de­ran­do to­das as pes­qui­sas no DF. Quan­to a dis­pu­ta em Go­i­ás, “com to­do res­pei­to que te­nho pe­lo se­na­dor Mar­co­ni Pe­ril­lo (PSDB), acho que, pe­la his­tó­ria de Iris Re­zen­de e o tra­ba­lho de­le à fren­te da Pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia, se­rá elei­to go­ver­na­dor de Go­i­ás”.

Ne­to dis­se tam­bém que não te­me as crí­ti­cas dos ad­ver­sá­rios a sua ges­tão em Pla­nal­ti­na. “En­quan­to eles fi­cam fu­tri­can­do mi­nha ad­mi­nis­tra­ção, eu tra­ba­lho e mos­tro o re­sul­ta­do des­te es­for­ço à po­pu­la­ção” al­fi­ne­ta.

AT­TIÉ

“Lu­la é ami­go de Cris­ta­li­na”

Es­ta foi a fra­se do pre­fei­to de Cris­ta­li­na, Lu­iz Car­los At­tié (DEM), quan­do sou­be que o pre­si­den­te Lu­iz Iná­cio Lu­la da Sil­va (PT), ao re­ce­ber das mãos do mi­nis­tro de Re­la­ções Ex­te­rio­res, Cel­so Amo­rim, o prê­mio Es­ta­dis­ta Glo­bal 2009, con­ce­di­do pe­lo Fó­rum Eco­nô­mi­co Mun­di­al de Da­vos (Su­í­ça) há qua­se du­as se­ma­nas, fez men­ção à ci­da­de. Lu­la dis­se que o “tro­féu pa­re­cia uma ro­cha de Cris­ta­li­na, mas ela veio da Su­í­ça”. At­tié con­tou a al­guns pre­fei­tos que com­pa­re­ce­ram na sex­ta-fei­ra, 5, em Cris­ta­li­na pa­ra re­u­ni­ão da As­so­cia­ção dos Mu­ni­cí­pios do En­tor­no e Ad­ja­cên­cia (Amab), a no­tí­cia ve­i­cu­la­da pe­la Agên­cia Bra­sil.

“O nos­so mu­ni­cí­pio tem um po­ten­ci­al tu­rís­ti­co mui­to gran­de, prin­ci­pal­men­te pe­los cris­tais que pro­du­zi­mos. A nos­sa me­ta é trans­for­mar a re­gi­ão num pó­lo tu­rís­ti­co”, re­ve­la At­tié. Além dos cris­tais, Cris­ta­li­na tem ca­cho­ei­ras e áre­as pa­ra ‘ob­ser­va­do­res de es­tre­las’. De acor­do com in­for­ma­ções da se­cre­tá­ria de Tu­ris­mo, mi­lha­res de pes­so­as vi­si­tam anual­men­te a ci­da­de pa­ra co­nhe­cer o ar­te­sa­na­to e as pe­dras de cris­tais da re­gi­ão.

CI­DA­DE OCI­DEN­TAL

Alex ve­ta pro­je­to de Ge­ral­di­nho so­bre li­xo hos­pi­ta­lar

O que o ve­re­a­dor Ge­ral­di­nho do PRTB mais te­mia acon­te­ceu. O pre­fei­to de Ci­da­de Oci­den­tal, Alex Ba­tis­ta (PR), ve­tou o pro­je­to de au­to­ria do ve­ra­dor que pro­i­bia o mu­ni­cí­pio de re­ce­ber li­xo hos­pi­ta­lar do Dis­tri­to Fe­de­ral e ou­tras ci­da­des. “Quem mais per­de com is­so é apo­pu­la­ção, que mais uma vez fi­ca à mer­cê dos in­te­res­ses de um pe­que­no gru­po em de­tri­men­to da mai­o­ria”, la­men­ta Ge­ral­di­nho.

Ele con­ta que acio­nou os ór­gão am­bien­tais pa­ra ve­ri­fi­car in lo­co a si­tu­a­ção do ater­ro sa­ni­tá­rio de Ci­da­de Oci­den­tal. “O odor é mui­to for­te, tan­to de ma­te­ri­al or­gâ­ni­co em de­com­po­si­ção co­mo de éter e ou­tras sub­stân­cias.”

Ge­ral­di­nho dis­se que não vai cru­zar os bra­ços so­bre a ques­tão. “Vou lu­tar até con­se­guir re­ti­rar de nos­so ater­ro sa­ni­tá­rio, a au­to­ri­za­ção pa­ra de­pó­si­to de li­xo hos­pi­ta­lar”.

En­quan­to o im­pas­se não se re­sol­ve, quem pa­ga o pa­to são os mo­ra­do­res pró­xi­mo ao ater­ro sa­ni­tá­rio. “Nes­tes di­as de ca­lor in­ten­so,quan­do ven­ta, o odor in­va­de as ca­sas pró­xi­mas e che­ga ao cen­tro da ci­da­de”, con­ta Ge­ral­di­nho

Fonte: Jornal Opção



13/02/2010 - Polícia Federal entra nas investigações , Delegado de Combate ao Crime organizado da PF junta-se à equipe que apura o desaparecimento de jovens no município goiano.

Irmãos detidos há 11 dias continuarão na cadeia.

Passados três dias desde que o Secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, aceitou o auxílio(1) da Polícia Federal nas investigações sobre o desaparecimento de jovens em Luziânia, finalmente a PF entrou no caso, ontem. Hellan Wesley Almeida Soares, delegado de Combate ao Crime Organizado, será o responsável por dividir o trabalho com a equipe do chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil goiana, Josuemar Vaz de Oliveira. Os dois titulares ainda não se reuniram para discutir as próximas medidas a serem tomadas nas buscas dos adolescentes. Mas o encontro deve acontecer em breve. Enquanto isso, os dois irmãos detidos há 11 dias, suspeitos de aliciamento para exploração sexual, tiveram prisão prorrogada por mais 30. Eles serão transferidos de Luziânia para a penitenciária de Niquelândia (GO) - distante 300km do município - por suspeitas de abuso sexual de pelo menos seis crianças da cidade.

Eduardo Alves Siqueira e Aldo Aparecido Siqueira são acusados pela Polícia Civil de Niquelândia de abusarem de meninos de 11 e 12 anos. Ambos foram presos pela Polícia Civil de Luziânia - distante 66km de Brasília - suspeitos de ter envolvimento com o sumiço de Márcio Luiz de Souza Lopes, 19 anos, que desapareceu em 22 de janeiro. Os irmãos foram ouvidos pela equipe de investigação, mas alegam não ter nenhuma relação com o sumiço do jovem. Segundo Josuemar Vaz, a suspeita surgiu por Eduardo já ter dividido casa com Márcio por quatro meses, morar no bairro Estrela Dalva 4 - o mesmo do rapaz - e ter antecedentes de aliciamento para exploração sexual.

A prisão dos irmãos pela acusação, que não chegou a ser confirmada, teria desencadeado a solução para vários casos de abuso sexual na região. Até ontem, o titular da Delegacia da Polícia Civil de Niquelândia, Gerson José de Souza, teria colhido seis depoimentos de crianças e familiares que contam ter sido vítimas dos irmãos. "As pessoas têm medo de denunciar. Agora, conseguimos a prisão temporária deles e, com isso, acredito que o número de vítimas dos irmãos deve aumentar", contou o delegado.

Sete erros

Hellan Wesley Almeida Soares comandou a Operação Sete Erros, em 2007, que desmantelou a quadrilha de irmãos libaneses que mantinha um esquema de introdução sistemática de grandes quantidades de mercadorias estrangeiras no país. Produtos de informática, sem o pagamento dos impostos devidos pela importação, eram revendidos sem notas fiscais na Feira dos Importados, conhecida como Feira do Paraguai.

O esquema funcionou pelo menos durante o período de janeiro de 2004 a novembro de 2007. Nas investigações da Polícia Federal, que duraram cerca de um ano, apurou-se a existência de crimes de formação de quadrilha, descaminho, facilitação ao contrabando ou descaminho, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro. A família de libaneses, que controlava nove bancas de produtos eletrônicos de alto valor agregado na Feira dos Importados, foi detida.

1 - Pressão

Subordinada ao Ministério da Justiça, a Polícia Federal está apta a atuar em três casos: crimes federais, como, por exemplo, tráfico internacional de drogas ou de pessoas ou lavagem de dinheiro público; interestadual (quando as polícias de dois ou mais estados ficam impedidas de agir); e quando há uma requisição do governo estadual ao Ministério da Justiça. Qualquer ação da PF que não seja em uma dessas situações caracteriza-se como interferência federal na autonomia estadual. Por isso, o governo de Goiás foi pressionado pelas mães dos desaparecidos de Luziânia a colocar a Polícia Federal no caso.

Fonte: Correio Braziliense - colaborou Edson Luiz



13/02/2010 - Carnaval com medo


O primeiro carnaval após o desaparecimento dos seis jovens em Luziânia terá um clima de insegurança misturado às fitas e confetes no ar. Com medo, mães dizem que vão tentar limitar os horários dos filhos nas ruas. Foliões preferem não participar da festa deste ano. E uma parcela de moradores programa sair da cidade durante o feriado prolongado. A professora Valquíria Meireles, 35 anos, adora pular carnaval, mas não vai sair de casa nos próximos quatro dias. "Eu adoro a festa, mas vou ficar em casa. A violência aumentou muito na cidade", contou.

O segurança Celso de Araújo, 25 anos, que geralmente trabalha na proteção dos foliões, também não assistirá às bandas Vitrine, Tô de Zoeira e Imagem, que se apresentarão nos dias de festas no Ginásio José de Araújo Leite, no centro da cidade. "Nos últimos cinco anos, a violência cresceu muito nessas festas. Vou evitar a bagunça este ano", disse. As três filhas, de 14, 15 e 17 anos, de Adilina Alves da Silva, 41, também não vão sair de casa durante os dias festivos. "É muito tumulto nas ruas. Prefiro elas em casa, por perto."

A rotina dos moradores de Luziânia mudou depois que seis jovens sumiram misteriosamente do bairro Parque Estrela Dalva. Os desaparecimentos começaram em 30 de dezembro, quando Diego Alves Rodrigues, 13 anos, não retornou mais para casa. Diego saíra da residência, no Parque Estrela Dalva 4, para ir a uma oficina de carros. Ele nunca mais foi visto. Na sequência, Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16, George Rabelo dos Santos, 17, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Márcio Luiz de Souza Lopes, 19, também sumiram. (NT)

Fonte: Correio Braziliense



12/02/2010 - Apoio da PF nas investigações dos desaparecimentos de Luziânia foi aceito, mas unidade ainda não foi acionada

As famílias dos jovens desaparecidos de Luziânia (GO) respiraram aliviadas quando o secretário de Segurança Pública do estado, Ernesto Roller, aceitou a entrada da Polícia Federal nas investigações, após conversa telefônica com o então ministro da Justiça, Tarso Genro, na última terça-feira. Roller anunciara à imprensa que havia solicitado informações sobre trabalho escravo e tráfico de seres humanos na região do Entorno do Distrito Federal. Mas três dias se passaram e a PF ainda não foi contatada pela Polícia Civil de Goiás.

A Delegacia de Direitos Humanos da Polícia Federal sequer foi acionada para fornecer dados sobre esses dois crimes. Como Genro colocou o aparato da corporação federal à disposição, a assessoria de imprensa da PF informou que as autoridades goianas não precisam necessariamente fazer um pedido por escrito. Bastaria um telefonema para acionar uma equipe. Eles não terão de abrir um inquérito, mas receber as coordenadas da Civil de Goiás, para trabalhar em cooperação.

A determinação, contudo, ainda não chegou ao chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil de Goiás, Josuemar Vaz de Oliveira, que assumiu o comando das investigações. “Ainda precisamos nos reunir para definir como trabalharemos de forma conjunta. Mas falta solicitar formalmente”, disse. Por enquanto, somente os policiais civis goianos investigam os desaparecimentos. Oliveira estima que 30 pessoas, entre investigadores, delegados e escrivães, participam da apuração.

A participação da Polícia Federal era uma reivindicação das mães, que não estavam satisfeitas com a espera por respostas da Polícia Civil sobre os desaparecimentos. Desde o encontro que tiveram com o ouvidor nacional da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio, em 1º de fevereiro, passaram a pressionar o governo de Goiás a aceitar o reforço nas diligências. O que só ocorreu oito dias mais tarde, após encontro de Tarso Genro com representantes do conselho federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e da seccional goiana, Henrique Tibúrcio, no Ministério da Justiça.

O número

30 pessoas, número de investigadores, delegados e escrivães que participam da apuração sobre o desaparecimento de jovens em Luziânia.

Conanda se mobiliza em apoio às mães

O mistério que envolve os desaparecimentos ganhou ontem o apoio do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Presidência da República. Cinco das seis mães foram recebidas, no Auditório Professor Lourenço Chehab, no Ministério das Comunicações, para debater sobre a atenção e o envolvimento de autoridades públicas de Luziânia no caso dos sumiços. A intenção do conselho é abranger o maior número de órgãos a fim de ajudar a desvendar o paradeiro dos jovens, além de tentar prevenir a sociedade de novos desaparecimentos.

Para a conselheira do Conanda, Maria Luiza Moura Oliveira, a reunião pode ajudar a assegurar às mães o direito à proteção dos adolescentes. “O conselho vai acompanhar o caso de forma política e chamar a atenção de todo o país para colaborar com o andamento do caso. A rede conta com mais de 100 mil conselheiros no Brasil e vamos divulgar esses rostos em todas as unidades”, conta.

A solução para haver um maior comprometimento das entidades de segurança pública com a comunidade, segundo o ouvidor-geral da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH) da Presidência da República, Fermino Fechio Filho, está na cobrança dessas mães, que juntas lutam diariamente por respostas dos órgãos responsáveis em localizar seus filhos. “As polícias não conseguem desvendar desaparecimentos. Os inquéritos são mal instituídos e sem laudos. Eles desvendam apenas crimes em flagrantes. Mas a saída está na cobrança da sociedade em ver os problemas resolvidos”, acredita Fechio Filho.

A subsecretária nacional dos Direitos Humanos, Carmen Oliveira, a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, Érica Kokay (PT), e a coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca-DF), Perla Ribeiro, também compareceram à reunião. A contadora Valdirene Fernandes da Cunha, 36 anos, mãe de Paulo Victor, desaparecido desde 18 de janeiro, sente-se mais amparada com o apoio recebido. “Estamos certas de que, agora, não estamos sozinhas. Isso nos conforta”. (NT)

Para saber mais:

Participação popular

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), da Presidência da República, nasceu de um contexto de luta pela redemocratização do país, nos anos 70 e 80. À época, os movimentos sociais e jovens lideranças municipais criaram formas de participação popular na gestão das políticas públicas. Uma dessas inovações foi a organização de conselhos integrados com representantes de entidades da sociedade civil e dos governos de forma igualitária. A Constituição de 1988 transformou essas inovações democráticas em parte do ordenamento jurídico e consagrou a possibilidade de se governar mais próximo do povo por meio de mecanismos de participação direta. O Conanda é um espaço histórico, político e institucional onde germina e floresce a ideia de conselho como forma de deliberar e gerir políticas públicas.

Fonte: Correio Braziliense



12/02/2010 - Família de um dos jovens desaparecidos em Luziânia é vitima de extorsão

As ligações surgiram após a família divulgar o telefone em um cartaz.
Polícia Civil de Goiás suspeitou de extorsão e prendeu uma mulher.

Uma mulher de 39 anos foi presa em Itapoã, cidade próxima a Brasília, na terça-feira (9), tentando extorquir a família de um dos meninos desaparecidos em Luziânia (GO). A mulher morava no Gama, município do entorno da capital, mas foi presa em um salão de beleza de Itapoã, que fica a cerca de 80 Km do local do desaparecimento do adolescente.

O primeiro contato com a família do rapaz foi feito no dia 12 de janeiro, enquanto a irmã do jovem desaparecido rezava em um altar improvisado, montado na cozinha da casa. Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16 anos, estava desaparecido há oito dias, e a mensagem no celular renovou as esperanças dos familiares. “Tive mais esperança, porque até então eu não tinha nenhuma notícia dele”, relatou Maria Cristiane Azevedo, irmã do rapaz.

A família havia divulgado o número do celular da irmã de Paulo Victor em um cartaz, deixado na rodoviária do Plano Piloto, área central de Brasília, o que levantou a hipótese de extorsão pela Polícia. Na primeira mensagem, a suspeita achou que estava em contato com a mãe de Paulo Victor e pediu R$ 650 para soltar o menino.

Na segunda mensagem, a mulher confirmou que o jovem estava vivo e deu o número de uma conta bancária, aberta em Barreiras (BA). O valor seria depositado para o pagamento de uma dívida. Nas mensagens seguintes, ela se diz amiga da família e pede que o pagamento seja feito. Por fim, elogia o rapaz e deseja boa sorte.

“Às vezes ela ria, falava que era pra ter calma, que ele iria aparecer, essas coisas” conta a irmã de Paulo Victor.

Por vários dias, a família manteve contato com a suspeita. Ela disse que Paulo Victor estaria trabalhando em uma horta, na região de Ponte Alta, no Gama.

A irmã do rapaz ainda afirma que chegou a pedir para falar com o adolescente, para checar se Paulo Victor estaria mesmo com a mulher, mas não obteve sucesso. No desespero por notícias do filho, a mãe do jovem, Sônia Vieira de Azevedo chegou a depositar R$ 50 na conta indicada pela mulher. “Ela falava que ele não estava lá, no momento”, disse Maria Cristiane.

Nas mensagens, a mulher cita outras pessoas que estariam envolvidas num suposto sequestro. Ela também ameaçou levar Paulo Victor para São Paulo, caso a família não fizesse o pagamento. A Polícia prendeu a suspeita nesta terça-feira (9).


“Ela está com prisão temporária de cinco dias. Mas será indiciada em inquérito policial próprio por prática de crime de extorsão”, disse o chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil de Goiás, Josuemar Vaz de Oliveira, que assumiu as investigações.

Para a mãe de Paulo Victor, a prisão da mulher é uma angústia a menos. “Agora, a gente está mais tranquila e estamos acreditando que as coisas estão andando”, afirma Sônia Vieira de Oliveira.

Nesta quinta, as mães de Luziânia serão ouvidas na comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados e a CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes aprovou o requerimento para ouvir o Ministro da Justiça sobre as ações da Polícia Federal nas investigações do caso.

Fonte: G1



11/02/10 - Ministério inaugura cozinhas comunitárias no interior de MG


Três cozinhas comunitárias serão inauguradas nesta quinta-feira (11), no município mineiro de Unaí, a 170 quilômetros de Brasília, pelo ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias. Foram investidos mais de R$ 620 mil em recursos federais e R$143 mil municipais.

As cozinhas funcionam cinco dias por semana e oferecem, cada uma, 300 refeições por dia, ao custo de R$ 2, além de pães e biscoitos. Famílias encaminhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (Cras) não pagam nada.

As unidades são abastecidas com produtos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), também conhecido como Compra Direta, que receberá no município R$ 752.136,72 até 2011. O programa conta hoje com 111 agricultores, beneficiando 15 entidades e cerca de 15 mil pessoas por dia em Unaí.

Fonte: DCI - Diário Comércio, Indústria & Serviços



12/02/2010 (08:35) - Trânsito congestionado e com acidentes nas principais vias do DF

O fluxo de carros é intenso nas principais vias do Distrito Federal. As Centrais Integradas de Atendimento e Despacho (Ciade) do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar registraram vários acidentes.

Um pedestre foi atropelado por um ônibus, na W3 Norte, na altura da quadra 506, às 7h25. A vítima teve ferimentos leves e está consciente. O trânsito segue lento no local.

Os viadutos do Colorado e do Torto têm pontos de retenção e o trânsito flui lentamente.

A Ponte do Bragueto, no sentido Asa Norte, tem um número de carros intenso, mas sem pontos de retenção. A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) também está bastante movimentada, mas flui sem retenção. Na Estrutural, o trânsito na pista norte está sem pontos de congestionamento.

Um carro e uma moto colidiram próximo ao Catetinho. As vítimas sofreram escoriações leves.

Na Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia), uma mulher foi atropelada por uma moto, por volta das 7h10 em frente ao posto da Companhia de Policiamento Rodoviário (CPRv). Ela teve apenas escoriações.

BRs:

Na BR-070, um acidente entre um carro e um ônibus, por volta das 7h50, causa congestionamento. Não há registro de vítimas.

Uma batida entre cinco carros, na BR-040, às 6h50, perto da divisa de Valparaíso e Brasília causou transtorno aos motoristas que passavam no local. Ninguém se feriu e a via já foi liberada.

Na BR-020, um carro perdeu o controle e caiu em uma vala do outro lado da pista, por volta das 7h45. O veículo já foi retirado do local, mas há um enorme engarrafamento, que tem início no km 6, em frente a Sobradinho, e vai até o Colorado.

Fonte: Correio Brasiliense

10/02/2010 - Moradores de Águas Lindas interditam BR-070 em protesto pela falta de sinalização na via

Os moradores de Águas Lindas fizeram um protesto contra a falta de sinalização do trecho da BR 070 onde um homem morreu na manhã desta quarta-feira (10/2). Os manifestantes usaram pneus, pedras e pedaços de paus para interditar os dois lados da via, que havia sido duplicada recentemente.

A população reclama que não consegue atravessar a pista. Apenas nesta terça-feira (9/2) as pistas foram liberadas, mas ainda sem as sinalizações obrigatórias.

Fonte: Correio Braziliense



10/02/2010 - Jovem é morto em Águas Lindas com tiro na cabeça

Um jovem foi assassinado com um tiro na cabeça em Águas Lindas. O crime ocorreu por volta das 23h, desta terça-feira (9/2), em uma rua do Setor II. Os vizinhos ouviram alguns disparos e chamaram a polícia. Quando o socorro chegou ao local, Rafael de Oliveira Dias, 18 anos, já estava morto.

De acordo com agentes do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas, ainda não há informações sobre a autoria dos disparos, mas o crime será investigado. Rafael Dias não tinha antecedentes criminais.

Fonte: Correio Braziliense



10/02/2010 - Jovem é assassindado em Águas Lindas

Um homem foi encontrado morto na noite de ontem (9), em Águas Lindas. A Polícia conseguiu localizar o corpo graças a uma denúncia feita pelos vizinhos que ouviram um disparo.

O jovem identificado com Rafael de Oliveira Dias, 18 anos, foi morto com um tiro na cabeça. Segundo testemunhas, o crime ocorreu por volta das 23h de ontem, no Setor II. Moradores da região ouviram um tiro e acionaram as autoridades. Viaturas foram enviadas ao local, mas Rafael já estava morto.

O Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas está à frente do caso. Ainda não há pistas sobre o autor do crime e Rafael não possuía passagens pela Polícia.

Fonte: Clicabrasília



10/02/2010 - Polícia fecha boca de fumo na Cidade Ocidental

Uma boca de fumo foi fechada na noite de ontem (9), na Cidade Ocidental. Moradores indicaram o ponto de vendas, o que facilitou a ação da Polícia Militar de Goiás.

m rapaz comprava algo em uma residência quando foi flagrado por uma viatura. Ele e o vendedor tentaram se esconder, o que fez os policiais suspeitarem que eles comercializavam drogas. O dono da casa, Lucas Andrade Rodrigues, 19 anos, permitiu que os oficiais entrassem.

Após uma revista, a Polícia encontrou crack, maconha e cocaína escondidos em uma fralda suja, embaixo do estofado do sofá. Na casa estavam Lucas, a esposa de apenas 14 anos e um filho, ainda bebê. Os dois homens e a adolescente foram levados para a Delegacia de Polícia.

A menor e Lucas foram autuados por tráfico de drogas. O outro envolvido foi registrado como usuário. Os policiais relataram que havia câmeras de segurança na casa. O traficante podia ver as viaturas chegando a metros de distância, o que lhe conferia mais tempo de esconder os entorpecentes.

Pela idade dos envolvidos, a Polícia acredita que eles apenas repassavam as drogas. Uma terceira pessoa estaria envolvida fornecendo o produto da venda e a casa. O sistema de monitoramento é caro, outro ponto que indica a presença deste “empregador”.

Fonte: Clicabrasília



10/02/2010 - Operação policial prende seis por tráfico de drogas

Uma associação criminosa, voltada para o tráfico de drogas, foi identificada neste último fim de semana, por policiais da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DECO/PCDF). Seis pessoas, acusadas de comercializar cocaína, merla, maconha e crack, foram presas em flagrante no Riacho Fundo, Santa Maria, Ceilândia e no Bairro Céu Azul, em Valparaíso/GO. O trabalho é resultado de três meses de investigações e da operação batizada de Maria Bonita, deflagrada pela DECO.

Saulo Henrique de Paula, 27 anos, e Thaís Regina Pereira Alves, 19, foram presos no dia 6 de fevereiro, por volta de 20h, durante uma abordagem ao GM/Astra, placa JFZ-9419/DF, conduzido pelo autor. Os policiais localizaram, no interior do veículo, um tijolo de cocaína (aproximadamente 210 g), destinado à venda.

Na residência do casal, na QN 7C, Conjunto 3 – Riacho Fundo II, também foram localizados cerca de R$ 8 mil, em espécie, provenientes do tráfico, uma filmadora, dois rádios de comunicação (HT), bem como alguns aparelhos celulares. Ambos foram conduzidos e autuados em flagrante na DECO.

Abílio Alves Brandão Júnior, 26 anos, na companhia de uma adolescente de 17 anos, também foi preso em flagrante, quando conduzia um GM/Corsa. Com a garota, foram encontradas sete trouxinhas de cocaína (cerca de 10g). O autor foi conduzido à especializada e a adolescente, à DCA.

Prosseguindo nas diligências, por volta de 9h, do dia 8 de fevereiro, a equipe realizou a prisão de Jessé Soares Santos, 37, e Gilcemar de Araújo Mota, 21, os quais foram surpreendidos no momento em que comercializavam entorpecentes na EQ 307/305 – Santa Maria, nas imediações de uma creche. Com Gilcemar foram apreendidas algumas pedras de “crack” (cerca de 342g).

Na residência de Jessé, na Q. 212, Conjunto K – Santa Maria durante busca domiciliar, os agentes ainda localizaram 16 latas de merla (aproximadamente 342g), além de R$ 800, em espécie, provenientes da venda do entorpecente.

Os policiais também localizaram um tijolo de maconha (cerca de 7g) na residência de Clayton Pereira, vulgo “Sombra”, 35, localizada na QNO 19, Conjunto 03 - Expansão do Setor O – Ceilândia/DF. Por esse motivo, ele foi conduzido e autuado em flagrante naquela especializada.

O Veículo GM/Astra, uma motocicleta Honda Biz e a droga foram apreendidos e encaminhados à perícia. Os autores foram recolhidos à carceragem do DPE e a autora, à Penitenciária Feminina do DF, à disposição da Justiça.

Fonte: Alô Brasília



10/02/2010 - Mães dos jovens desaparecidos se reúnem com a Polícia Civil em Luziânia

Também esteve presente na reunião o secretário de Segurança Pública de Goiás. Agora, a Polícia Federal vai entrar no caso.
As mães chegaram ao Ciops acompanhadas por agentes. Sem falar com a imprensa, subiram para a sala do delegado. A reunião durou mais de uma hora.

Em casa, a mãe de Paulo Victor, desaparecido desde o dia 4 de janeiro, continua forte e um pouco mais calma. “Não vamos parar por aqui, vamos à luta. No cotidiano vamos acompanhar e divulgar”, promete Sônia Vieira Azevedo.

Dois suspeitos continuam presos na Delegacia Regional de Luziânia. Segundo o delegado, os policiais chegaram até eles porque um dos jovens desaparecidos, Márcio Luis Lopes, teria morado com os suspeitos. “Os dois assediaram vários adolescentes. Portanto, nós achamos conveniente que eles fossem presos”, diz o delegado Josuemar Vaz de Oliveira.

A Polícia Federal vai entrar no caso, mas falta definir como será feito o trabalho. A Polícia Civil de Goiás já solicitou à PF informações sobre tráfico de pessoas e trabalho escravo. “Eu recebi uma ligação do ministro Tarso Genro colocando a Policia Federal à disposição da investigação. Ou seja, na sua estrutura de tecnologia e também em material humano”, revela o secretário de Segurança Pública de Goias, Ernesto Roller.

A Polícia Federal informou que só pode começar a investigar depois que o Ministério da Justiça encaminhar um ofício com o pedido. O ministério não disse quando vai repassar o documento.

Fonte: Roberta Giacomoni TV Rio Vermelho / DFTV 1ª Edição



10/02/2010 - Moradores de município goiano terão auxílio no tratamento doença rara

Força-tarefa comandada pelo MP de Goiás levará ajuda social e atendimento médico aos moradores de Araras que sofrem de xeroderma pigmentoso, uma grave doença que pode causar câncer. Drama foi denunciado pelo Correio há quatro meses.

Quatro meses após saber publicamente do caso, autoridades goianas começam a tomar as primeiras providências para assistir 19 moradores de um vilarejo portadores de um mal raro e mortal. Por iniciativa do Ministério Público, representantes da área de saúde de Goiás decidiram organizar uma força-tarefa para o atendimento aos pacientes portadores de xeroderma pigmentoso, moradores do distrito de Araras, em Faina (GO), a 510km de Brasília. Fruto de um erro genético, a doença deixa o paciente com uma pele hipersensível à luz. Qualquer contato com raios ultravioletas lhe causa câncer.

Por meio de uma série de reportagens, o Correio revelou, no início de outubro do ano passado, o drama dos portadores de xeroderma residentes em Araras, povoado pertencente a Faina, cidade do noroeste goiano com 8 mil habitantes. A enfermidade, transmitida de pai para filho, pode ou não se manifestar em algum momento de suas vidas. No caso dessa comunidade, ela atingiu a quarta geração. Além dos que lá moram, outros dois nascidos na localidade e residentes nos Estados Unidos carregam a moléstia. Ao menos 20 integrantes da mesma família morreram por causa dela ao longo dos últimos 50 anos.

Somente na tarde de ontem, autoridades goianas concluíram que o caso merece uma atenção especial pela sua gravidade. Perante o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Cidadão do Ministério Público de Goiás (MPGO), Marcelo Celestino, representantes das secretarias Estadual e Municipal de Saúde, das faculdades de Medicina da Universidade Federal de Goiás e da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), da diretoria do Hospital Geral de Goiânia (HGG) e da Superintendência Leide das Neves Ferreira (Suleide) assumiram o compromisso de agir juntos.

As instituições foram unânimes quanto à necessidade de atendimento e ao interesse científico que o grupo de pacientes desperta. O presidente da Suleide, Zacharias Calil, ressaltou que o grupo de Araras é a maior comunidade concentrada de incidência de pacientes com xeroderma no mundo. “Essa é uma patologia raríssima, daí a necessidade de um estudo genético, um trabalho científico pelo seu ineditismo”, ressaltou. A Suleide atende 1.040 doentes do Césio-137, material radioativo que contaminou parte de Goiânia em 1987.

No caso de Araras, a Suleide investigará a causa do fenômeno para evitar a sua propagação. O órgão do governo estadual conta com laboratório de genética, mantido na PUC-GO, em Goiânia. Analisando material genético (sangue, cabelo) dos portadores de xeroderma, pesquisadores poderão apontar, por exemplo, quais as probabilidades dos doentes terem filhos com xeroderma, mesmo sendo fruto de um relacionamento com alguém fora da família. O Hospital das Clínicas, o HGG e a PUC-GO também ofereceram suas estruturas para o atendimento, exames e pesquisa.

O promotor Marcelo Celestino garantiu o transporte gratuito dos pacientes e o atendimento eficiente pelo Programa Saúde da Família em Araras, assim que o promotor de Justiça local acionar o município de Faina. A reunião definiu ainda que participantes do Projeto Rondon farão um levantamento social dos pacientes. Após essa etapa, o MPGO intercederá para garantir aos doentes pensão especial pelo governo estadual, até como forma de buscar a adesão dos pacientes ao acompanhamento e monitoramento da doença.

Por fim, pesquisadores e representantes das entidades presentes devem fazer, em breve, uma visita técnica ao povoado, o que será acordado com o município de Faina. “Após termos o levantamento do pessoal do Projeto Rondon, convidaremos a Prefeitura de Faina a assinar um Termo de Ajuste de Conduta”, adiantou Marcelo Celestino.
Sem instrução

Por morar em uma região com temperaturas entre 20ºC e 35ºC, não ter aposentadoria, instrução, dinheiro e acompanhamento médico ideal, os doentes de Araras passam a maior parte da vida expostos ao sol, pois sobrevivem da agricultura e pecuária. Com a retirada dos tumores, acabam mutilados. Após a denúncia do Correio, os governos municipal, estadual e federal prometeram apurar o caso e garantir o atendimento médico gratuito aos pacientes, cidadãos de baixa renda e de pouca instrução. Os representantes dos órgãos assumiram desconhecer o problema, até a publicação das reportagens.

Desde então, apenas uma equipe da Secretaria de Saúde de Faina foi ao povoado. Pela primeira vez, os doentes de Araras receberam a visita de um médico e de uma enfermeira em casa. Ambos examinaram todos os doentes, e anotaram os dados pessoais deles. Tudo para fazer o primeiro levantamento sobre a propagação do xeroderma e do câncer de pele nos moradores da região. Entre outras coisas, eles constataram que o posto de saúde do povoado — sem aparelhos e medicamentos — nem sequer tinha a ficha dos pacientes, mesmo sendo todos nascidos no vilarejo e alguns doentes há 60 anos.

Mais informações sobre sintomas e o que é o xeroderma pigmentoso

Como ajudar

Quem quiser ajudar os doentes de Araras deve ligar para Gleice, no telefone público do povoado — (62) 3391-1174 — ou mandar correspondência em nome dela para Av. João Artiga, 815, Centro, Matrinchã, Goiás, CEP 76.740-000.

Fonte: Correio Braziliense



10/02/2010 - Dr. Romualdo Neiva Gonzaga toma posse como Conselheiro Estadual da OAB-MG

Unaí, 10 de janeiro de 2010 - O unaiense Dr. Romualdo Neiva Gonzaga tomou posse nesta segunda-feira como Conselheiro Estadual da OAB, juntamente com toda a nova diretoria da entidade.

A solenidade de posse da diretoria e do conselho seccional da OAB/MG, juntamente com a diretoria da Caixa de Assistência dos Advogados de Minas Gerais e dos componentes do órgão especial foi realizada segunda-feira (8/02), no grande teatro do Palácio das Artes. O evento teve a participação de autoridades como o presidente do Conselho Federal da Ordem, Ophir Cavalcante Júnior; do vice-presidente da República, José de Alencar Gomes da Silva; do vice-governador do Estado, Antônio Augusto Junho Anastasia; do ministro de Estado de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias; do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Sérgio Resende; do presidente da Assembléia Legislativa, Carlos Alberto Pinto Coelho; do prefeito da Capital, Márcio Lacerda e de inúmeros representantes dos três poderes, além dos conselheiros federais que representam Minas Gerais.

A solenidade foi iniciada com a apresentação da cantora lírica Maria Lúcia Godoy, que interpretou algumas peças de autores mineiros, acompanhada por piano e violão. Após a execução do Hino Nacional Brasileiro, feita pelo coral de advogados da Subseção de Juiz de Fora, foi aberto o evento pelo presidente do Conselho Federal, Ophir Cavalcante, que deu a palavra ao vice-presidente da República, José de Alencar.

Em seu pronunciamento Alencar afirmou que o Estado brasileiro está muito próximo da OAB, pela credibilidade conquistada pela entidade durante décadas em tantos embates em defesa da cidadania. Disse sentir-se honrado em participar da marcante solenidade de mudança de comando da Ordem em Minas e desculpou-se por ser obrigado a retirar-se, em decorrência de outro compromisso anteriormente assumido.

Fala de Raimundinho

A seguir foi dada a palavra ao ex-presidente e conselheiro federal Raimundo Cândido Júnior, que iniciou sua oração citando uma frase de seu pai, professor Raymundo Cândido: “Não importa que uma certa filosofia do sucesso, alimentada por grosseiro materialismo, meça os homens pelos bens que acumulou ou pelo prestígio social conquistado a qualquer preço. São vitórias transitórias. Ninguém pode construir impunemente sua felicidade sobre os escombros do direito e da dor alheios.” Descreveu brevemente sua carreira na entidade, iniciada por suas viagens pelo Interior do estado, a bordo de seu pequeno automóvel, procurando conhecer os advogados que vivem nos mais distantes rincões, levando-lhes a mensagem contida nas palavras de seu pai, de entendimento e de união em torno de sua entidade.

Afirmou que, felizmente, a classe acolheu bem as propostas apresentadas, concedendo-lhe quatro mandatos à frente da OAB, permitindo que pudesse bater-se por importantes projetos que levam à renovação e à integração da classe, à valorização da advocacia e à consolidação da democracia plena na entidade. “A OAB mineira tornou-se mais participativa com as mais de cem Subseções por nós criadas”, ressaltou. Ao novo presidente Luis Cláudio, Raimundinho sugeriu que, entre outras coisas, tenha paciência. Por último, referiu-se à posição que tomou em relação às eleições para o Conselho Federal que, a seu ver, devem ser diretas, afirmando que o presidente Ophir não precisaria de um pleito indireto para sair vitorioso como o foi. Esclareceu que, por assumir essa posição, anulou seu voto por ocasião da eleição, sem que esse gesto representasse qualquer restrição à figura do presidente, mas para marcar veementemente sua posição contrária ao sistema adotado para a escolha dos dirigentes da entidade. Encerrando, agradeceu aos colegas de diretoria, aos funcionários da Ordem, aos advogados mineiros e à sua família, pela compreensão e ajuda que lhe deram.

Posse

O mestre de cerimônias fez a apresentação das pessoas que seriam empossadas, lendo os nomes dos componentes da diretoria, do conselho seccional, dos membros do órgão especial e da diretoria da Caixa de Assistência. A seguir, Luis Cláudio leu o termo de compromisso, acompanhado por todos os empossados. Ophir Cavalcanti leu o termo de posse e declarou que todos os citados, naquele momento, tomavam posse de seus respectivos cargos.

Luis CláudioCitando palavras de Dom Hélder Câmara, Luis Cláudio iniciou seu discurso afirmando que os grandes objetivos do Direito são “assegurar a paz, evitar a auto-tutela, promover a distribuição da Justiça e harmonizar a sociedade, o que será possível com um Poder Judiciário independente, eficiente e atuante, pautado no respeito recíproco que deve existir entre advogados, magistrados, promotores, defensores públicos, delegados, serventuários e também com legislação eficaz e avançada.”

Manifestou sua preocupação com a morosidade da Justiça brasileira, defendo que se deve lutar “pela construção de um Poder Judiciário que realmente atenda aos anseios populares com qualidade e celeridade”. Também defendeu a urgente instalação de um Tribunal Regional Federal em Minas.

Prometeu manter a interiorização e a descentralização administrativa, a ampliação do Fórum Permanente e reestruturação das Salas dos Advogados. Também citou como projetos ampliar a atuação da Escola Superior de Advocacia, criar o Departamento de Apoio ao Advogado Trabalhista e fortalecer o Departamento de Apoio ao Advogado na Capital.

Ao encerrar, prestou uma homenagem a Raimundo Cândido Júnior, figura magnífica que aprendeu a admirar na labuta interminável da OAB. Também homenageou o amigo e companheiro João Henrique Café, destacando “sua lealdade, competência e dedicação”. Por último fez o seu agradecimento a todos os que, de qualquer forma, colaboraram para que ele chegasse à presidência da Ordem. Durante sua oração ele foi interrompido inúmeras vezes por aplausos entusiasmados.

Encerramento

Seguiram-se os pronunciamentos do vice-governador Antônio Anastasia, que saudou todos os dirigentes empossados e a advocacia mineira. O evento foi encerrado com a fala do presidente Ophir Cavalcante Júnior, que também prestou homenagem a Raimundo Cândido. Afirmou que não tem qualquer dúvida de que a advocacia mineira continuará a ser pioneira, guerreira, destemida e, sobretudo, respeitada.

Após o encerramento foi servido um coquetel aos presentes.

Fonte: UnaíNet



09/02/2010 Polícia Federal entra no caso de Luziânia a partir de amanhã

A Polícia Federal entrará no caso dos jovens desaparecidos em Luziânia a partir de quarta-feira (10/2). A informação foi divulgada na manhã desta terça-feira (9/2) pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, no Ministério da Justiça, após reunião com o ministro Tarso Genro.

A OAB encaminhou ao Ministério da Justiça um pedido de entrada da PF nas investigações. Segundo Cavalcante, o ministro conversou esta manhã com secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller e disponibilizou todo o aparato federal. "Não será uma investigação paralela. As duas polícias vão atuar em conjunto", explicou o presidente da ordem.
Tarso Genro já havia anunciado, mais cedo, que o Ministério da Justiça estudava uma forma legal de entrar no caso. "Queremos ajudar. É uma questão grave, mas temos que achar uma brecha para ajudar", afirmou o ministro.

Luta das mães

Por volta do meio-dia, Genro recebeu as mães dos seis jovens desaparecidos há mais de um mês. Ontem, elas já haviam se reunido com Ernesto Roller, em Goiânia, a fim de solicitar informações sobre o andamento das investigações.

Os sumiços em Luziânia começaram em 30 de dezembro, quando Diego Alves Rodrigues, 13 anos, não retornou mais para casa. Ele saiu de casa no Parque Estrela Dalva 4 para ir a uma oficina de carros. Nunca mais foi visto. Na sequência, Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16, George Rabelo dos Santos, 17, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Márcio Luiz Lopes, 19, sumiram. Nenhum deles é considerado rebelde pelos familiares.

Fonte Correio Braziliense

09/02/2010 - PF vai investigar desaparecimento de adolescentes em Goiás

O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou nesta terça-feira que a Polícia Federal deve assumir o caso do desaparecimento de seis adolescentes da cidade de Luziânia, em Goiás.

Após receber o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, e cinco mães que procuram seus filhos há mais de um mês, Tarso informou que o comando das investigações permanecerá com a Polícia Civil de Goiás, mas a PF dará “sustentação” ao caso.

Inconformados com a ação da polícia goiana, os pais e mães dos jovens apelaram hoje para que Tarso autorizasse a participação dos policiais federais no caso. Desde o mês passado, os jovens estão sumidos.

Fonte: Band



09/02/2010 - Presidente da OAB diz que negar ajuda em Luziânia é vaidade institucional


O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, disse, na manhã desta terça-feira (9/2), que negar intervenção federal na investigação de desaparecimentos em Luziânia é vaidade. Cavalcante e o presidente da seccional da entidade de Goiás, Henrique Tibúrcio, se reuniram com familiares das vítimas, que pediram apoio na investição.

Cavalcante defendeu que, mesmo que a Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO) afirme não precisar de apoio federal, a Polícia Federal tem aparato para colaborar e deve entrar no caso. “A que ponto chegamos, de ter que fazer um apelo dessa proporção. A vaidade das entidades públicas brasileiras tem que acabar”.

O presidente da OAB nacional disse que falava como presidente da entidade e também como pai, que se coloca no lugar das mães dos desaparecidos e entende o seu drama. “Vamos trabalhar de forma solidária e humana para que esse caso seja resolvido”, disse.

enrique Tibúrcio argumentou que deve haver cooperação entre as polícias, por mais que a Polícia Civil de Goiás tenha competência para investigar o caso. O presidente da OAB-GO também defendeu que é preciso apurar a hipótese de seqüestro para trabalho escravo, levantada pela polícia local. “Se existe essa hipótese, a Polícia Federal deve intervir para investigar se existe essa prática na região”.

Com informações de Naira Trindade

Fonte: Correio Braziliense



09/02/2010 - Dois suspeitos de desaparecimentos de jovens em Luziânia são detidos

Dois irmãos suspeitos pelo desaparecimento de um dos seis jovens de Luziânia — município distante 66km de Brasília — estão detidos no Centro de Prisão Provisória (CPP) da cidade goiana. Ambos são investigados pela Polícia Civil por conhecerem Márcio Luiz de Souza Lopes, 19 anos, que sumiu no último dia 22, e por serem acusados pelo aliciamento de outros jovens. Os suspeitos foram ouvidos pela equipe de investigação da Polícia Civil e negam participação no sumiço. No entanto, devem ficar detidos no CPP até sexta-feira próxima, quando vence o mandado de prisão temporária.

pesar do sinal de avanço da polícia goiana nas investigações, as seis mães (1) de Luziânia — acompanhadas do presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e do presidente da seccional da entidade de Goiás, Henrique Tibúrcio, — vêm hoje pedir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, o ingresso da Polícia Federal no caso. prisão dos dois irmãos ocorreu na quarta-feira última, em Luziânia e em Niquelândia — cidade goiana distante 300km do município. Segundo o chefe do Departamento Judiciário da Polícia Civil de Goiás, Josuemar Vaz de Oliveira, três hipóteses relacionam os suspeitos a Márcio, que trabalhava como ajudante de serralheiro. “Os dois detidos têm antecedentes de aliciamento para exploração sexual, já moraram no Parque Estrela Dalva 4 e conhecem Márcio”, diz. Ainda segundo Josuemar Vaz, os presos não teriam nenhuma ligação com o outros cinco adolescentes desaparecidos.

Hipótese

Márcio conhece um dos detidos há pelo menos três anos. Segundo a irmã dele, a dona de casa Lúcia Maria Souza Lopes, 25 anos, ainda na adolescência, após uma discussão familiar, o jovem resolveu ter mais liberdade, sair de casa e morar com um amigo. “Ele teve uma pequena discussão com meu pai e preferiu morar fora por um tempo”, lembra a irmã. Durante seis meses, os dois jovens dividiram o mesmo teto. “Mas eles tiveram um desentendimento e meu irmão resolveu voltar para casa. O cômodo dos fundos — onde ele mora hoje — estava ocupado pela minha irmã, que logo se casou. Então, Márcio veio morar nele”, contou Lúcia.

Márcio Luiz foi o último a sumir. Às 17h30, assim que saiu do trabalho, ainda de uniforme — uma calça cinza, botas de couro e camisa vermelha — o jovem passou em casa, no Parque Estrela Dalva 4, pegou sua bicicleta Monark azul e não retornou mais. Horas depois, começara o calvário dos familiares, que, a pé, percorreram todos os bairros de Luziânia atrás de informações. Hospitais, delegacias e até o Instituto de Medicina Legal (IML) já foram verificados. “Ele não tinha o costume de sair sem avisar, mas naquele dia não havia ninguém em casa. Acredito que Márcio foi levado a força ou conhecia o sequestrador”, deduz a mãe, Maria Lúcia Souza Lopes, 54 anos, também dona de casa.

1 - Calvário

As mães e os amigos dos desaparecidos começaram o calvário atrás dos adolescentes no último dia 22, quando cerca de cem pessoas caminharam pelas ruas de Luziânia. Em 26 de janeiro, eles visitaram o secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, em Goiânia, e em 4 de fevereiro, seguiram a pé da Catedral ao Ministério da Justiça e Congresso Nacional, onde receberam apoio da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos.

Fonte: Correio Braziliense



09/02/2010 - PF participará das investigações do sumiço de jovens em Goiás, anuncia Tarso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, anunciou hoje (9) que a Polícia Federal (PF) entrará nas investigações do desaparecimento de seis adolescentes na cidade goiana de Luziânia, a 60 quilômetros de Brasília. Após receber o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, e cinco mães que procuram seus filhos há mais de um mês, Tarso informou que o comando das investigações permanecerá com a Polícia Civil de Goiás, mas a PF dará “sustentação” ao caso.

Já comuniquei à PF para que coloque nossa tecnologia e pessoal disponíveis a partir de amanhã”, disse o ministro, que conversou também com o secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller.

arso fez o anúncio depois de ter sinalizado a entrada da PF no caso, durante o café da manhã em que se despediu do cargo. A participação da PF nas investigações, antiga reivindicação das mães dos adolescentes, comoveu, sobretudo, Maria Lucia, mãe de Marcio Luiz, 19 anos, último a desaparecer. Fragilizada desde o sumiço do filho, ela perdeu os sentidos na Sala de Retratos do Ministério da Justiça após o anúncio feito por Tarso Genro, que, no entanto, já não estava no local.

Estamos mais tranquilas agora”, disse Sonia Vieira de Azevedo, mãe de Paulo Vitor, 16 anos, também desaparecido.

egundo o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, será uma ação coordenada entre as duas polícias. “Existe uma linha de investigação, a do tráfico de pessoas, que justifica a participação da Polícia Federal, por se tratar de crime federal. Esta questão deixou de ser local e passou a ser nacional.”

desaparecimento de seis adolescentes em Luziânia pode, no entanto, estar vinculado à exploração sexual de menores. Esta é outra linha de investigação adotada pela Polícia Civil de Goiás, que rejeitou a presença da PF nas investigações. Para a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, a PF deveria ser convocada se os adolescentes já não estivessem em Goiás. Diante da repercussão do caso e da demora em localizar os adolescentes, o impasse foi levado ao Ministério da Justiça.

Fonte: Agência Brasil



08/02/2010 - Menor é preso acusado de ter matado policial militar

Um rapaz de 16 anos teria sido o autor dos disparos que tirou a vida do sargento aposentado João Gabriel Vasconcelos, 51 anos, sábado, próximo às margens do córrego da Jiboia, divisa do Distrito Federal com Goiás. A polícia também prendeu outro homem, Diego Cajé da Costa, de 20 anos, receptador dos pertences roubados da vítima.

crime ocorreu no sábado. O corpo do sargento aposentado estava de desaparecido desde sexta-feira. João Gabriel foi sequestrado em sua casa, na QE 42 do Guará II, dentro de seu carro (Fiat Palio), e levado para um matagal onde foi morto com três tiros.

polícia chegou ao suspeito graças à denúncia.Por volta das 10h deste domingo (7), o menor participava de uma festa com as outras seis pessoas detidas em Santo Antônio do Descoberto, quando o menor de idade contou que tinha matado um policial militar.

garoto disse à polícia que atirou no sargento a mando de Charles Juvêncio da Silva, 20 anos. Segundo ele, o mandante do crime conhecia Vasconcelos desde o ano passado e teria o convidado juntamento com outro amigo, identificado como Wagner, 21 anos, para irem a casa do PM praticar um assalto.

Fonte: Mais Comunidade

08/02/2010 - Dois são presos e acusados de matar PM em Goiás

Dois rapazes, um deles menor de idade, foram detidos neste domingo em Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. Eles são acusados de matar o policial militar João Gabriel de Vasconcelos. O corpo foi encontrado às margens da BR-070.

e acordo com a polícia, o menor detido assumiu ter matado João Gabriel depois de assaltar a casa da vítima, na sexta-feira. Além dele, foi preso o homem que estava com os equipamentos roubados. Aparelhos de som, DVD e celular.

polícia ainda procura outros dois homens que também participaram do assalto. Um dos suspeitos era conhecido de João Gabriel. Os carros da vítima, usados na fuga, foram encontrados completamente queimados.

Fonte: O Globo / DFTV



08/02/2010 - Jovem morre supostamente por overdose no Parque da Cidade

Um jovem de 17 anos morreu na madrugada de sábado (6/2) por suspeita de overdose de loló. O fato ocorreu no estacionamento 7 do Parque da Cidade, onde era realizada uma festa de rap e hip hop. Morador de Águas Lindas (GO), o rapaz estava acompanhado de dois amigos. Laudo dirá a causa da morte.

or volta de 1h da manhã de sábado, a vítima e os amigos se afastaram do local do evento, no estacionamento 10. Encostaram em uma árvore para consumir a droga. O adolescente teria se excedido e perdido os sentidos. Os colegas chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e informaram a funcionários do Parque Cidade do problema.

vítima foi levada rapidamente ao Hospital de Base, onde já chegou sem vida. Com ele, a polícia encontrou um vidro de loló. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

loló é uma substância entorpecente composta por solventes químicos como benzina. Em alguns casos são perfumados para aumentar a sensação de euforia do consumidor. A droga parece inofensiva porque é considera leve ante aos efeitos de substâncias como cocaína e crack, por exemplo, mas é nociva ao cérebro e ao coração.

Fonte: Correio Braziliense



08/02/2010 - Polícia prende envolvidos no assassinato de PM

Nesse domingo (7), dois homens foram detidos em Santo Antônio do Descoberto. O corpo do policial militar foi encontrado às margens da BR-070.

e acordo com a polícia, o menor detido assumiu ter matado João Gabriel de Vasconcelos depois de assaltar a casa da vítima, nessa sexta-feira (5). Além dele, foi preso o homem que estava com os equipamentos roubados. Aparelhos de som, DVD e celular.

polícia ainda procura outros dois homens que também participaram do assalto. Um era conhecido de João Gabriel. Os carros da vítima, usados na fuga, foram encontrados completamente queimados.

Fonte: Bom Dia DF



08/02/2010 - Câmara Municipal corta despesas pra enfrentar ano de repasse menor

Unaí, 08 de fevereiro de 2010 - O presidente da Cãmara Municipal de Unaí realizou na última quarta-feira entrevista coletiva para expor a situação finenceira da Casa para o ano de 2010. Com a redução dos repasses municipais devido á queda na arrecadação o Legislativo teve que fazer cortes em suas despesas. Os repasses tiveram uma redução de 8% para 7%.

urante a coletiva, a realidade para o ano 2010 foi apresentada pelo consultor Eduardo Henrique Borges e o Presidente Câmara: vereador Euler Lacerda Braga, que afirmou que Câmara Municipal de Unaí terá que fazer retenção de gastos bastante consideráveis.

corte total de despesas será de R$ 642.566,62. Mesmo com a economia forçada pela crise econômica, as obras de conclusão do novo prédio do legislativo não serão interrompidas.

Fonte: Unaínet



08/02/2010 - OAB vai pedir a Tarso Genro que PF investigue desaparecidos de Luziânia

Mães dos seis jovens devem participar de reunião com o ministro.
Na última quinta (4), polícia goiana não aceitou ajuda federal.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, marcou reunião para esta terça-feira (9) com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para pedir o apoio federal na investigação do caso de desaparecimento de seis jovens em Luziânia, Goiás. As mães dos rapazes também devem participar do encontro.
De acordo com nota divulgada no site da OAB, Ophir pedirá ao ministro o ingresso da Polícia Federal nas investigações. As famílias dos seis rapazes perderam o contato com eles no mês passado. Em comum, há apenas o fato de que todos são moradores do mesmo bairro, o Parque Estrela Dalva.
Apesar de as mães defenderem que a PF entre na investigação (veja vídeo acima), a polícia de Luziânia, na última quinta-feira (4), não aceitou a ajuda federal nas investigações do caso. A polícia goiana insiste na tese de sequestro para trabalho escravo, mas até o momento não conseguiu encontrar pistas do paradeiro dos jovens.
O encontro de Tarso com Ophir, marcado para o começo da tarde, ocorrerá apenas um dia antes de o ministro deixar o cargo. Ele sairá do governo para se dedicar à preparação de seu programa de governo para a candidatura a governador do Rio Grande do Sul.

Fonte: G1



08/02/2010 - Mães de adolescentes desaparecidos organizam nova carreata em Luziânia

Já se passaram 40 dias e não há nenhuma informação concreta sobre o paradeiro dos seis garotos que sumiram. Sozinhas, as mães continuam se mobilizando para que o assunto não caia no esquecimento.
A carreata saiu da Prefeitura de Luziânia. Nos carros, fotos dos adolescentes desaparecidos. Cerca de 30 veículos percorreram a principal avenida da cidade até a Igreja Nossa Senhora Aparecida, no centro. Parentes e amigos participaram de uma missa que ficou lotada.
Os cartazes com as fotos dos adolescentes começaram a ser distribuídos nos municípios vizinhos. Em Formosa, por exemplo, foram afixados na delegacia, na rodoviária e no comércio. “Os municípios estão nos dando esse apoio, esse suporte. Acredito que se eles estiverem aqui, nós vamos encontrá-los”, diz Pilar Magno Rodrigues, diretora de programas sociais.
Sônia organiza a distribuição e novas mobilizações. O filho dela desapareceu no dia 4 de janeiro. Ela teme que o caso caia no esquecimento. “Estou na luta pra não esfriar. A gente não vai parar por aqui. Enquanto a gente não tiver uma resposta certa, não vai parar”, afirma Sônia Vieira, mãe de Paulo Victor.
As mães voltam a Brasília nesta terça-feira (9). Participam de um encontro entre o presidente da OAB Nacional e o ministro da Justiça. Será mais uma tentativa de pedir ajuda da Polícia Federal.
“O tempo está passando e a gente não tem resposta. A polícia fala que está trabalhando, mas nós queremos resposta. Não tem como ficar em casa de braços cruzados”, diz Valdirene Fernandes, mãe de Flávio Augusto.

Fonte: DFTV 1ª Edição - Maria Fernanda



08/02/2010 - vc repórter: cruz feita de carros alerta motoristas em Brasília

Os motoristas que trafegam pela BR-040, na divisa entre Brasília (DF) e Valparaíso de Goiás (GO), podem conferir uma cruz de 26 metros de altura feita com veículos que se envolveram em acidentes. A escultura é o símbolo da campanha "Não faça parte desta cruz", desenvolvida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O trabalho do escultor mineiro Sebastião Brasileiro pesa cerca de nove toneladas e foi montado com oito veículos, sendo que no topo há uma motocicleta, cujo condutor veio a óbito em um acidente. A ação é voltada aos usuários das rodovias federais e tem o intuito de impactá-los com por meio deste apelo para que respeitem as leis do trânsito.
A partir da 0h do dia 12 até a 0h do dia 18 de fevereiro, o 1° Distrito Regional da PRF realizará a "Operação Carnaval 2010", que trará como mote a campanha. Além da BR-040, a fiscalização também será intensificada nas rodovias BR-020, BR-050, BR-060, BR-070, BR-251 e BR-450, totalizando 937 quilômetros.
Durante o feriado de Carnaval de 2009, foram registrados 65 acidentes que resultaram em 60 feridos e quatro mortos, segundo a PRF. Com o objetivo de reduzir esses números, os policiais estarão 24 horas por dia nas rodovias fiscalizando os veículos e as ações de seus condutores.
O internauta Diógenis Santos, de Brasília (DF), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Fonte: Terra



07/02/2010 - Luziânia, onde o medo habita: desaparecimento de seis jovens nos arredores de Brasília deixa moradores em pânico

De tão cansada, Sirlene Gomes de Jesus não aguentou caminhar até o sofá da sala. Sentou-se no banquinho de madeira, na varanda de casa. Os pés, inchados dentro da sapatilha, ainda pulsavam. Era uma terça-feira, e fazia três dias que o filho, George Rabelo, de 17 anos, havia desaparecido misteriosamente. Ela voltara, cabisbaixa e insatisfeita, da delegacia policial onde prestara queixa. Aí olhou para o céu. Viu urubus. E veio a ideia: reunir os vizinhos para procurar o corpo do filho no meio do mato que se avizinha à sua casa, nos rincões do Parque Estrela Dalva, bairro pobre de Luziânia, em Goiás.

"É onde o povo joga os cachorros mortos para os urubus comerem", relata Sirlene.

Não encontrou nada. Mas o medo que nesse dia invadiu a dona de casa, de 42 anos, espalhou-se como um vírus pelo ar do bairro. Na última sexta-feira, a reportagem do iG percorreu o coração da besta.

Pouco mais de um mês após o sumiço do primeiro dos seis adolescentes (George foi o terceiro), o cenário no bairro é desolador. Encravado a 56 quilômetros de Brasília, o Parque Estrela Dalva concentra cerca de um quarto dos habitantes de Luziânia - quarta maior cidade de Goiás, com 203.800 moradores, segundo contagem de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ninguém diz. Neste período, a vida do bairro sofreu uma guinada de 180°: as ruas estão vazias, a grama do campo de futebol bate no joelho, as praças viraram pista de caminhada para adultos, os alunos pararam de frequentar as escolas, os pais trancam os filhos em casa quando vão trabalhar.

"Quem quer perder um filho?" é a pergunta recorrente entre os moradores, repetida, por volta das 10h, por uma senhora que traja blusa branca onde se lê "Mamãe, eu te amo".

Não se sabe quantos policiais estão no caso. Pelo menos uma equipe foi designada para cada caso, garante em entrevista ao iG o promotor Ricardo Rangel de Andrade, da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Luziânia. "A polícia daqui está acostumada a trabalhar com o flagrante, não com a investigação", explica Rangel.

Nas ruas, alguns moradores comentam que o policiamento aumentou há cerca de duas semanas. Mas reclamam que o clima de insegurança - que respinga pelo centro de Luziânia - permanece. Durante todo o dia, o iG não viu uma viatura policial no bairro. Procurado, o delegado regional do município, José Luiz Martins, não quis comentar o caso.

As ruas de Parque Estrela Dalva se revezam entre as asfaltadas e as de terra batida. Ali, em meio a quatro das nove quadras do bairro, os meninos "sumiram que nem poeira", como descrevem os moradores. Mas cada esquina carrega uma lembrança dos jovens. Cartazes com fotos dos desaparecidos ornamentam os portões das casas. E alguns varais também.

Sete camisas estampadas com a fotografia de Márcio Luiz, de 19 anos, secam ao sol quando sua família recebe a reportagem. A mãe, o pai e a irmã do adolescente - o último a desaparecer, em 22 de janeiro - trajam blusas similares às penduradas no varal. As "camisetas-cartazes" tornaram-se uma espécie de uniforme comum às seis famílias, que as vestem seja em casa ou em manifestações no Congresso Nacional. Mais de 60 foram confeccionadas (por meio de doações ou investimento próprio) apenas com a foto de Márcio.

"Os vizinhos fecharam a rua quando souberam o que tinha acontecido com ele", lembra o pai do jovem, José Luiz da Silva, um vigilante da prefeitura, de 50 anos.

O medo provocou o fechamento de outra via: a da educação. Com cerca de mil alunos, do 1° ao 5° ano, a Escola Municipal Estrela Dalva IV, uma das maiores do bairro, registrou queda na frequência dos estudantes. A supervisora de turmas Maria Elaine calcula que entre 8% e 10% dos alunos deixaram de ir ao colégio.

"A comunidade está muito assustada", diz a supervisora.

Os desaparecimentos obrigaram as escolas a criarem regras. Graças a elas, um espetáculo curioso desenrola-se aos pés da Dalva IV ao longo da semana. Minutos antes das 11h30, hora que uma buzina marca o fim das aulas matutinas, a tranquila Rua 22 é invadida por uma multidão de familiares, vizinhos e amigos dos pais dos estudantes.

Como num teste de sobrevivência, de bicicleta, a carro ou a pé, alguns adultos saem de mãos dadas com duas, três, quatro crianças. Ninguém fica desacompanhado. A cena dura menos de dez minutos, até que a Rua 22 sossega novamente.

"É uma forma de controlar o alvoroço dos pais", conta Maria Elaine. "Um pega a criança do outro para não deixar ninguém sozinho".

Preocupação que transborda para além do Parque Estrela Dalva. No centro de Luziânia, o desaparecimento foi tema nas missas da Paróquia de Santa Luzia, uma das mais antigas do país. "O caso deixou a cidade em polvorosa", reporta o pároco Ruy Felix, de 55 anos.

Na cidade de Jardim Ingá, coirmã de Luziânia, uma família relata o sumiço de uma mulher. Liliane Alexandre dos Santos, de 25 anos, desapareceu em 1° de fevereiro. "Fui trabalhar e quando voltei não a encontrei mais em casa", recorda a merendeira Neuza Maria dos Santos, de 47 anos, mãe de Liliane.

Histórias que engordam uma triste estatística. Na última década, a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), vinculada ao Ministério da Justiça, computou 1.247 casos de crianças e adolescentes desaparecidos no país. Goiás aparece em 10° lugar, com 97 desaparecidos. Tornou-se público que, no ano passado, Luziânia liderou o índice no estado.

Assumidamente incompleto, o cadastro da SEDH deve em breve ser substituído. Em dezembro foi sancionada a lei 12.127/09, que cria o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos. "É um absurdo que tenhamos um cadastro de carros roubados e não, de jovens desaparecidos", disse ao iG a deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), autora da lei.

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Distrito Federal afirma que planeja estampar as fotos dos jovens de Luziânia nas contas de luz da capital. Outra forma de se divulgar os rostos desaparecidos dos meninos de Parque Estrela Dalva, além das camisetas, dos portões e dos varais.

Fonte: Último Segundo



07/02/2010 - Alguma coisa está fora da ordem

População goiana está assustada com escalada da violência e, paradoxalmente, o governo mostra que nunca se investiu tanto no setor

Me­do. Es­se é o sen­ti­men­to que to­ma con­ta de uma das mai­o­res ci­da­des go­i­a­nas, Lu­zi­â­nia, no En­tor­no de Bra­sí­lia. O de­sa­pa­re­ci­men­to, em ja­nei­ro, de seis jo­vens com ida­de en­tre 14 e 19 anos tem pro­vo­ca­do o pâ­ni­co en­tre a po­pu­la­ção a pon­to de mã­es saí­rem do em­pre­go pa­ra po­der le­var e bus­car seus fi­lhos na es­co­la. E na Ca­pi­tal, ja­nei­ro po­de ser con­si­de­ra­do um mês san­gren­to, com a ocor­rên­cia de 47 ho­mi­cí­di­os, cres­ci­men­to de 20% em re­la­ção ao mes­mo mês de 2009. Por is­so, o sen­ti­men­to de te­mor não é ex­clu­si­vi­da­de de Lu­zi­â­nia. To­da a po­pu­la­ção go­i­a­na, em mai­or ou me­nor me­di­da, es­tá vi­ven­do no cli­ma de in­tran­qui­li­da­de que a fal­ta de se­gu­ran­ça pro­vo­ca em to­dos.

“Em Go­i­ás vi­ve­mos um dos pi­o­res mo­men­tos em re­la­ção à in­se­gu­ran­ça. A gen­te sai de ca­sa e não sa­be se vol­ta”, afir­ma o pu­bli­ci­tá­rio Thi­a­go Le­o­pol­di­no de Pau­la, um ci­da­dão que es­tá so­fren­do o pro­ble­ma da for­ma mais du­ra. Ele é o vi­ú­vo da em­pre­sá­ria Pollya­na Bor­ges Ar­ru­da Le­o­pol­di­no, as­sas­si­na­da há qua­tro mes­es, num cri­me cu­ja so­lu­ção pa­re­ce es­tar ain­da lon­ge. So­bre o as­sas­si­na­to da es­po­sa, Thi­a­go in­for­mou que até na sex­ta-fei­ra, 5, não ha­via no­vi­da­des, mas afir­ma sa­ber que a po­lí­cia es­tá in­ves­ti­gan­do. “A po­lí­cia não abre os fa­tos, o que é cor­re­to, pa­ra não atra­pa­lhar as in­ves­ti­ga­ções. Sei que eles têm li­mi­ta­ções, mas acre­di­to no tra­ba­lho da po­lí­cia.”

Thi­a­go diz que a vi­o­lên­cia es­tá ca­da vez mais per­to de to­dos. “Con­ti­nuo ven­do acon­te­cer ao meu re­dor. Um ami­go foi sa­car di­nhei­ro no cai­xa ele­trô­ni­co e foi abor­da­do por um as­sal­tan­te. Dia des­ses, a mãe de uma ami­ga mi­nha qua­se foi rap­ta­da ao en­trar no car­ro, um ho­mem que­ria en­trar com ela e fal­tou pou­co pa­ra con­se­guir. As pes­so­as têm de an­dar com o vi­dro do car­ro abai­xa­do. To­do mun­do vi­ve pre­so. A in­se­gu­ran­ça é ge­ral.”

O pu­bli­ci­tá­rio diz que es­se es­ta­do de coi­sas le­va a uma de­ses­pe­ran­ça por par­te de to­dos. “As pes­so­as dei­xam de acre­di­tar que é pos­sí­vel ter um mun­do me­lhor. Por is­so a ci­da­de tem de ser mais se­gu­ra. Pre­ci­sa ter mais po­li­ci­ais nas ru­as, um po­li­ci­a­men­to mais os­ten­si­vo.”

Prioridade — O pu­bli­ci­tá­rio tem ra­zão, a sen­sa­ção de in­se­gu­ran­ça é ca­da vez mai­or e não é à-toa que as em­pre­sas que ven­dem se­gu­ran­ça es­tão ca­da vez mais prós­pe­ras. Mas qua­is são as ra­zões pa­ra es­se qua­dro de ca­la­mi­da­de, sen­do que o go­ver­no de Go­i­ás tem na se­gu­ran­ça pú­bli­ca uma de su­as pri­o­ri­da­des? Há pou­cos di­as, em en­tre­vis­ta ao Jor­nal Op­ção, o se­cre­tá­rio Er­nes­to Rol­ler (PP) re­pe­tiu, tal­vez pe­la ené­si­ma vez, uma in­for­ma­ção que ele vem dan­do há al­gum tem­po: em Go­i­ás nun­ca se in­ves­tiu tan­to no se­tor de se­gu­ran­ça pú­bli­ca.

Pa­ra lem­brar, há pou­co mais de um mês, fo­ram en­tre­gues 1.955 vi­a­tu­ras às Po­lí­cias Ci­vil e Mi­li­tar e Cor­po de Bom­bei­ros, pa­ra to­dos os 246 mu­ni­cí­pios go­i­a­nos. A res­pos­ta do se­cre­tá­rio quan­do per­gun­ta­do so­bre os in­ves­ti­men­tos na es­tru­tu­ra da Se­cre­ta­ria de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca: “Se so­mar­mos as 60 do Cor­po de Bom­bei­ro, en­tre­ga­mos 2 mil vi­a­tu­ras à Po­lí­cia Mi­li­tar. Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca não foi pri­o­ri­da­de de ne­nhum ou­tro go­ver­no. Quan­do che­guei à se­cre­ta­ria, en­con­trei de-le­ga­cias e pré­di­os des­tru­í­dos, além de pro­ble­mas com pes­so­al e vi­a­tu­ras em to­do o Es­ta­do. A po­lí­cia ci­en­tí­fi­ca de Go­i­ás ti­nha o seu qua­dro de ser­vi­do­res de­fi­ni­do por uma lei de 1967. Ima­gi­na o que era Go­i­ás na­que­la épo­ca e o que é ho­je. Mu-da­mos es­sa re­a­li­da­de. Re­a­li­za­mos con­cur­so na Po­lí­cia Ci­vil. De­mos pos­se aos no­vos fun­cio­ná­rios. Re­a­li­za­mos con­cur­so com 400 va­gas na Su­pe­rin­ten­dên­cia de Exe­cu­ção Pe­nal. O cur­so de for­ma­ção co­me­ça em fe­ve­rei­ro. Já se en­con­tram na Se­cre­ta­ria de Ci­ên­cia e Tec­no­lo­gia, pa­ra pu­bli­ca­ção de edi­tal, os con­cur­sos da Po­lí­cia Ci­en­tí­fi­ca de Go­i­ás, do Cor­po de Bom­bei­ros e da Po­lí­cia Mi­li­tar. Fa­re­mos um gran­de apor­te de pes­so­al na área de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca. Além dis­so, in­ves-tin­do em es­tru­tu­ras fí­si­cas. Es­ta­mos re­for­man­do o 8º e o 4º Dis­tri­tos Po­li­ci­ais. As de­man­das fo­ram mui­to re­pre­sa­das ao lon­go dos anos. Con­se­gui­mos re­cur­sos fe-de­ra­is pa­ra a cons­tru­ção de no­vas uni­da­des pri­si­o­nais que de­vem ser ini­ci­a­das den­tro de pou­co tem­po. Além dis­so, fi­ze­mos o mai­or in­ves­ti­men­to em Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca da his­tó­ria no nos­so Es­ta­do. Em 2005, tu­do que se gas­tou na área so-mou R$ 503 mi­lhões. Ago­ra, em 2009, pas­sa­mos da ca­sa de R$ 1 bi­lhão. Is­so sig­ni­fi­ca di­zer que do­bra­mos os in­ves­ti­men­tos. Is­so de­cor­re da pri­o­ri­za­ção que foi fei­ta des­sa área. Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca é uma de­man­da que se re­no­va a ca­da dia e que sem­pre pre­ci­sa re­ce­ber in­ves­ti­men­tos pa­ra po­de aten­der a po­pu­la­ção.”

Co­mo se vê, são nú­me­ros que não dei­xam dú­vi­das. E des­de quin­ta-fei­ra, 4, a po­lí­cia go­i­a­na pas­sou a con­tar com um no­vo sis­te­ma de ba­lís­ti­ca in­for­ma­ti­za­do, que cus­tou cer­ca de R$ 1,9 mi­lhão. O se­cre­tá­rio Er­nes­to Rol­ler en­fa­ti­zou que Go­i­ás pas­sa a ser um dos dois Es­ta­dos no Pa­ís a con­tar com es­te mo­de­lo de la­bo­ra­tó­rio com­ple­to pa­ra exa­me de ba­lís­ti­ca.

O sis­te­ma é uma fer­ra­men­ta de apoio ao tra­ba­lho pe­ri­ci­al na área de ba­lís­ti­ca fo­ren­se e per­mi­te que pro­jé­te­is e es­to­jos re­la­ci­o­na­dos a cri­mes co­me­ti­dos com ar­mas de fo­go, re­co­lhi­dos nos lo­ca­is de cri­me e dos cor­pos das ví­ti­mas, te­nham su­as rai­as e mar­cas es­ca­ne­a­das, in­se­ri­das em um ban­co de da­dos do ser­vi­dor e pe­ri­ci­a­das na te­la do com­pu­ta­dor. Coi­sa mo­der­nís­si­ma, de sé­ri­es de TV nor­te-ame­ri­ca­nas.

Eficiência — A Se­cre­ta­ria de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca tam­bém en­tre­gou 16 fur­gões pa­ra tran­spor­te de ca­dá­ve­res e equi­pa­men­tos de in­for­má­ti­ca pa­ra a Po­lí­cia Ci­en­tí­fi­ca. Mas a per­gun­ta que a so­ci­e­da­de se faz nes­te mo­men­to é se a efi­ci­ên­cia da po­lí­cia go­i­a­na vai me­lho­rar de fa­to. É bom que a Po­lí­cia Ci­en­tí­fi­ca re­ce­ba es­ses be­ne­fí­ci­os. Quem co­nhe­ce o se­tor diz que tal­vez se­ja jus­ta­men­te nes­sa área que o sis­te­ma em Go­i­ás é mais ca­ren­te.

Na se­ma­na pas­sa­da, o re­pór­ter fez um rá­pi­do gi­ro por al­gu­mas de­le­ga­cias es­pe­cia­li­za­das e pô­de ob­ser­var que ain­da há fa­lhas, por exem­plo, na re­a­li­za­ção de exa­mes mais com­ple­xos. À so­li­ci­ta­ção de um lau­do, por exem­plo, o ofí­cio de res­pos­ta do se­tor res­pon­sá­vel diz o se­guin­te: “in­for­ma­mos que pa­ra o fun­cio­na­men­to do La­bo­ra­tó­rio de DNA des­se Ins­ti­tu­to de Cri­mi­na­lís­ti­ca, ain­da fa­la a ins­ta­la­ção de al­guns equi­pa­men­tos e o trei­na­men­to da equi­pe de fun­cio­ná­rios. Por­tan­to, não te­mos uma da­ta pre­ci­sa pa­ra iní­cio dos tra­ba­lhos no mo­men­to.”

O de­ta­lhe é que es­se ofí­cio tem da­ta de 2005, ou se­ja, há cin­co anos es­se lau­do es­tá pen­den­te e, em con­se­quên­cia, tam­bém pen­den­te es­tá a re­so­lu­ção da ocor­rên­cia. Es­se é um exem­plo en­tre vá­rios na mes­ma si­tu­a­ção. Es­pe­ra-se que os in­ves­ti­men­tos que es­tão sen­do fei­tos re­sol­vam es­ses e ou­tros pro­ble­mas, co­mo a fal­ta de pes­so­al, à qual o se­cre­tá­rio Rol­ler se re­fe­riu ao in­for­mar que o edi­tal pa­ra o con­cur­so pú­bli­co es­tá pron­to pa­ra pu­bli­ca­ção.

Uma fon­te no sis­te­ma de se­gu­ran­ça, com mais de 20 anos de ser­vi­ços pres­ta­dos, lem­bra que es­se con­cur­so pa­ra su­prir pes­so­al na Po­lí­cia Téc­ni­ca es­tá pro­me­ti­do há vá­rios anos. “Mas nun­ca sai. Fal­tam mais de 200 pe­ri­tos em to­do o Es­ta­do”, afir­ma. O go­ver­no es­tá in­ves­tin­do, mas mui­to ain­da pre­ci­sa ser fei­to pa­ra que a po­pu­la­ção te­nha a se­gu­ran­ça que pre­ci­sa.

Legislação ruim e drogas

Se o Es­ta­do in­ves­te tan­to em se­gu­ran­ça pú­bli­ca, por que a po­pu­la­ção con­ti­nua in­se­gu­ra? Com a ex­pe­ri­ên­cia de ter si­do se­cre­tá­rio de Jus­ti­ça e Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca de Go­i­ás, o se­na­dor De­mós­te­nes Tor­res (DEM) diz que é pre­ci­so sim me­lho­rar a ca­pa­ci­da­de ope­ra­ci­o­nal da po­lí­cia, mas afir­ma que o pro­ble­ma da se­gu­ran­ça pú­bli­ca é mais de le­gis­la­ção, de im­pu­ni­da­de. “Cri­mi­na­li­da­de só se re­sol­ve com ri­gor, com du­re­za e pri­são dos ban­di­dos. A po­lí­cia tem de po­der tra­ba­lhar com tran­qui­li­da­de. Os pe­que­nos cri­mes têm de ser pu­ni­dos se­ve­ra­men­te, mas no Bra­sil se ado­tou a ideia do di­rei­to pe­nal mí­ni­mo, ou se­ja, não se pren­de e se sol­ta in­de­pen­den­te­men­te da gra­vi­da­de do cri­me.”

De­mós­te­nes diz que no Bra­sil nin­guém fi­ca pre­so por mui­to tem­po, a não ser que se­ja um cri­me “mi­di­á­ti­co”, que cha­me a aten­ção. “A pe­na pe­que­na vi­rou uma so­lu­ção no Bra­sil. O su­jei­to con­de­na­do a 18 anos sai da ca­deia com um ano e meio. Nos Es­ta­dos Uni­dos e na Fran­ça, por exem­plo, quem ma­ta fi­ca mui­to tem­po pre­so. En­tão ou se mu­da es­sa con­cep­ção ou o cri­me pas­sa a com­pen­sar. É pre­ci­so mu­dar es­sa fi­lo­so­fia que vem des­de o go­ver­no Fer­nan­do Hen­ri­que, e até de an­tes, e que foi acen­tu­a­da no go­ver­no Lu­la. Es­sa fi­lo­so­fia ani­qui­lou com a re­pres­são. Cri­mi­na­li­da­de tem de ser re­pri­mi­da.”

Se­gun­do o se­na­dor, es­sa con­cep­ção se ba­seia na cren­ça de que cri­me é cau­sa­do por po­bre­za, o que ele con­si­de­ra uma fa­lá­cia. “Se fos­se is­so, ri­cos não co­me­te­ri­am cri­me, no en­tan­to ve­mos tan­tos de­lin­quen­tes ri­cos, tan­tos jo­vens de clas­se mé­dia pra­ti­can­do cri­mes. Tan­tos de­pu­ta­dos, se­na­do­res, pre­fei­tos, po­lí­ti­cos em ge­ral, qua­se to­dos ri­cos, co­me­tem de­li­tos.”

O de­le­ga­do Jor­ge Mo­rei­ra, ti­tu­lar da De­le­ga­cia de Ho­mi­cí­di­os, diz que a mai­or cau­sa da vi­o­lên­cia é a de­sin­te­gra­ção so­ci­al, le­va­da prin­ci­pal­men­te pe­la ques­tão das dro­gas. “Go­i­â­nia não é uma ilha, a so­ci­e­da­de tem que pa­rar de ig­no­rar is­so e achar que vi­ve iso­la­da dos pro­ble­mas das dro­gas. O uso da dro­ga vi­rou epi­de­mia em ra­zão do crack. Pa­ra man­ter o ví­cio a pes­soa pas­sa a co­me­ter de­li­tos. O crack po­ten­ci­a­li­za os cri­mes. É uma ques­tão tão sé­ria e pre­o­cu­pan­te que um bair­ro em São Pau­lo mu­dou o no­me pra cra­co­lân­dia”, lem­bra.

Mo­rei­ra fa­la de um fe­nô­me­no cu­ri­o­so que já é re­a­li­da­de no sub­mun­do das dro­gas em Go­i­ás, o trá­fi­co em con­sig­na­ção. “Fun­cio­na as­sim: dos 100% que o tra­fi­can­te pe­ga pa­ra tra­fi­car, 30% é pa­ra uso pró­prio. Es­tá acon­te­cen­do por cau­sa do crack! Mes­mo tra­fi­can­tes não con­se­guem es­ca­par do ví­cio do crack, a quí­mi­ca mais vi­ci­an­te que exis­te.” O de­le­ga­do con­ta que che­gou a ou­vir mã­es dan­do gra­ças a Deus pe­lo fi­lho vol­tar a usar ma­co­nha, por­que só as­sim con­se­guiu sa­ir do crack.

“Cri­me é um fa­tor psi­cos­so­ci­o­cul­tu­ral. Cul­tu­ral por­que acer­to de con­tas no Bra­sil é ma­tan­do. Por que a cul­pa fi­ca com a po­lí­cia? Por­que tem que ter al­guém pa­ra ba­ter. Mas quem mos­tra as cau­sas? Nin­guém mos­tra. A pes­soa que per­de dig­ni­da­de per­de tu­do, não se im­por­ta com mais na­da. Sai da ca­deia pa­ra rou­bar de no­vo, tra­fi­car e ma­tar. Não há a res­so­ci­a­li­za­ção. Fal­ta é in­te­gra­ção de ver­go­nha dos po­lí­ti­cos, não é só das po­lí­cias não”, ar­gu­men­ta Jor­ge Mo­rei­ra.

Se­gun­do o de­le­ga­do, a opi­ni­ão pu­bli­ca alie­na­da só ba­te nos efei­tos, e não nas cau­sas. É es­sa a res­pos­ta que é da­da à so­ci­e­da­de. “É pre­ci­so me­lho­rar o ní­vel da po­lí­ti­ca bra­si­lei­ra, é pre­ci­so im­ple­men­tar po­lí­ti­cas vol­ta­das pa­ra o so­ci­al. Uma ca­pi­tal co­mo Go­i­â­nia não tem um cen­tro pa­ra re­cu­pe­rar de­pen­den­tes ban­ca­do pe­lo Es­ta­do. Mas se não tem um sis­te­ma car­ce­rá­rio dig­no por­que vão se pre­o­cu­par com cen­tro?”

O de­le­ga­do ba­te na ne­ces­si­da­de de po­lí­ti­cas pre­ven­ti­vas, ação que tem de ser de­sen­ca­de­a­da pe­lo Es­ta­do em seus três ní­veis, fe­de­ral, es­ta­du­al e mu­ni­ci­pal. (Ce­zar San­tos)

Fonte: Jornal Opção



07/02/2010 - Execuções e sumiços assustam a população

Os qua­se 50 ho­mi­cí­di­os na Ca­pi­tal em ja­nei­ro acen­de­ram um aler­ta na Se­cre­ta­ria de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca. Com o au­men­to de 20% em re­la­ção ao mes­mo pe­rí­o­do de 2009, no dia 15 de ja­nei­ro o se­cre­tá­rio Er­nes­to Rol­ler se re­u­niu com o de­le­ga­do-ge­ral da Po­lí­cia Ci­vil, Are­des Cor­reia Pi­res, e o co­man­dan­te-ge­ral da Po­lí­cia Mi­li­tar, co­ro­nel Car­los An­tô­nio Eli­as, e dis­cu­ti­ram me­di­das pa­ra con­ter o mas­sa­cre.

As autoridades de­ci­diram pela vol­ta da Ope­ra­ção Le­ga­li­da­de, de 2008, ten­do co­mo al­vo ba­res e es­ta­be­le­ci­men­tos co­mer­ci­ais ir­re­gu­la­res ou que fun­cio­na­vam co­mo pos­sí­veis pon­tos de dro­gas, a cri­a­ção de 14 Gru­pos Es­pe­ci­ais de Re­pres­são a Nar­có­ti­cos (Ge­narcs) e in­ten­si­fi­ca­ção da abor­da­gem in­di­vi­dual de pes­so­as em áre­as con­si­de­ra­das de mai­or vul­ne­ra­bi­li­da­de pe­la Po­lí­cia Mi­li­tar. A cri­a­ção dos Ge­narcs se jus­ti­fi­cou por que foi iden­ti­fi­ca­do que a mai­o­ria dos as­sas­si­na­dos era usu­á­ria de dro­gas.

A Ope­ra­ção Le­ga­li­da­de, ini­ci­a­da no dia 18 de ja­nei­ro, fe­chou cer­ca de 1,5 mil es­ta­be­le­ci­men­tos co­mer­ci­ais. Com a ope­ra­ção, a po­lí­cia re­por­tou a di­mi­nu­i­ção de 61% na cri­mi­na­li­da­de, com os fins de se­ma­na se tor­nan­do mais tran­qui­los. Es­se tra­ba­lho se con­fi­gu­rou na tí­pi­ca “cor­ri­da atrás do pre­ju­í­zo”, ou se­ja, só foi re­a­li­za­do de­pois que os fa­tos acon­te­ce­rem. Se ti­ves­se ha­vi­do uma ação pre­ven­ti­va, cer­ta­men­te que mui­tas des­sas mor­tes e in­tran­qui­li­da­de se­ri­am evi­ta­das. Pre­ven­ção, por­tan­to, de­ve nor­te­ar as ações po­li­ci­ais.

A po­lí­cia agiu, mas a so­ci­e­da­de ques­ti­o­na quem es­tá por trás des­sas exe­cu­ções. Pa­ra o de­pu­ta­do es­ta­du­al Mau­ro Ru­bem (PT), não dá pa­ra iden­ti­fi­car tu­do que es­tá acon­te­cen­do. “Mas es­se vo­lu­me mai­or de exe­cu­ções qua­se em sé­rie des­de o iní­cio do ano, na re­gi­ão me­tro­po­li­ta­na de Go­i­â­nia, é fru­to de exe­cu­ções su­má­ri­as, de acer­tos de gru­pos de gan­gues. Acre­di­to que é re­sul­ta­do de gru­pos de ex­ter­mí­nio que te­mos aqui no Es­ta­do.”

O par­la­men­tar la­men­ta que não ha­ja uma in­ves­ti­ga­ção pro­fun­da so­bre os cri­mes. “Não se iden­ti­fi­cam es­ses au­to­res, a his­tó­ria fi­ca por is­so mes­mo, co­mo se fos­sem ca­sos co­muns de usu­á­rios de dro­gas. Es­tá se cri­an­do na men­ta­li­da­de das pes­so­as que a exe­cu­ção é a so­lu­ção. De tu­do is­so te­mos uma gran­de, cla­ra e do­lo­ri­da com­pro­va­ção da ine­fi­ci­ên­cia do nos­so sis­te­ma de se­gu­ran­ça pú­bli­ca. É pre­ci­so mo­di­fi­car es­se sis­te­ma”, diz.

Pre­si­den­te da Co­mis­são de Di­rei­tos Hu­ma­nos da As­sem­bleia Le­gis­la­ti­va, Mau­ro Ru­bem tra­ta da ques­tão há al­gum tem­po, e dá a re­cei­ta pa­ra o pro­ble­ma. “É pre­ci­so, por exem­plo, os mu­ni­cí­pios as­su­mi­rem seu pa­pel, em ação con­jun­ta com Es­ta­do e Uni­ão. Apro­vei­tar ca­pi­tal hu­ma­no pa­ra de­sen­vol­vi­men­to de ações co­mu­ni­tá­rias, que di­mi­nuam es­se com­por­ta­men­to re­pres­si­vo. O que ve­mos é ação vi­o­len­ta do po­der pú­bli­co con­tra gru­pos so­ci­ais. O sis­te­ma pri­si­o­nal tam­bém ca­ó­ti­co e re­fle­te si­tu­a­ção de pes­so­as que co­me­te­ram de­li­tos.”

Mau­ro con­ta que tem tra­ba­lha­do há mais de seis anos com o Mi­nis­té­rio Pú­bli­co e a Se­cre­ta­ria de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca pa­ra fa­zer que es­ses de­li­tos se­jam es­cla­re­ci­dos. “Es­ta­mos pre­pa­ran­do pa­ra mês de abril, jun­ta­men­te com ins­ti­tu­to que ar­ti­cu­la gru­po de guar­das mu­ni­ci­pa­is, se­mi­ná­rios jun­to com pre­fei­tu­ras. A ques­tão con­cre­ta é que pa­ra me­lho­rar o sis­te­ma de se­gu­ran­ça pre­ci­sa­mos se­guir su­ges­tões da Con­fe­rên­cia Na­ci­o­nal de Se­gu­ran­ça Pú­bli­ca e da Con­fe­rên­cia de Di­rei­tos Hu­ma­nos. É pre­ci­so con­di­cio­nar re­pas­se de ver­bas fe­de­ra­is. A so­ci­e­da­de bra­si­lei­ra não quer mais as po­lí­cias se­pa­ra­das. Se­gu­ran­ça pú­bli­ca exi­ge que ha­ja in­te­gra­ção das po­lí­cias, des­de a Po­lí­cia Ci­vil até o Exér­ci­to na se­gu­ran­ça das fron­tei­ras. Não é o que es­tá sen­do ofe­re­ci­do de se­gu­ran­ça pú­bli­ca que vai mu­dar a si­tu­a­ção atu­al.”

De­sa­pa­re­ci­men­tos — Na quin­ta-fei­ra, 4, em Bra­sí­lia, mais uma vez, as mã­es dos seis jo­vens de­sa­pa­re­ci­dos em Lu­zi­â­nia pe­di­ram às au­to­ri­da­des fe­de­ra­is a en­tra­da da Po­lí­cia Fe­de­ral (PF) no ca­so. Qua­se 100 pes­so­as, en­tre fa­mi­lia­res e ami­gos, mar­cha­ram pe­la Es­pla­na­da dos Mi­nis­té­ri­os com car­ta­zes e fai­xas on­de se lia fra­ses co­mo “nos­sos fi­lhos es­tão de­sa­pa­re­cen­do”. Elas fo­ram ao Mi­nis­té­rio da Jus­ti­ça e à Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos. No mi­nis­té­rio, os ma­ni­fes­tan­tes fo­ram in­for­ma­dos pe­lo se­cre­tá­rio-exe­cu­ti­vo, Lu­iz Pau­lo Bar­re­to, que a PF só po­de atu­ar em con­jun­to com a Po­lí­cia Ci­vil, mas pa­ra is­so o go­ver­no do Es­ta­do tem de fa­zer um pe­di­do for­mal.

O su­mi­ço dos jo­vens Már­cio Lu­iz Lo­pes, 19 anos, Ge­or­ge Ra­be­lo dos San­tos, 17, Di­vi­no Lu­iz da Sil­va, 16, Pau­lo Vic­tor de Aze­ve­do Li­ma, 16, Flá­vio Au­gus­to dos San­tos, 14, e Di­e­go Al­ves Ro­dri­gues, 13, no mu­ni­cí­pio de Lu­zi­â­nia, vi­nha sen­do des­ta­que nos jor­nais, prin­ci­pal­men­te de Bra­sí­lia, des­de me­a­dos do mês de ja­nei­ro. A par­tir da re­per­cus­são na­ci­o­nal as au­to­ri­da­des go­i­a­nas co­me­ça­ram a to­mar pro­vi­dên­cias mais efe­ti­vas. Ini­ci­al­men­te, foi re­for­ça­da a pre­sen­ça de po­li­ci­ais na ci­da­de. Até a tar­de de sex­ta-fei­ra, 5, a po­lí­cia não ti­nha pis­tas dos res­pon­sá­veis pe­lo su­mi­ço dos jo­vens. (CS)

Fonte: Jornal Opção



06/02/2010 - Ônibus e caminhão colidem de frente em Águas Lindas

Um ônibus e um caminhão colidiram de frente na tarde deste sábado (6/2), em Águas Lindas, Goiás. O acidente ocorreu na BR-070, na entrada da cidade.

De acordo com informações da Polícia Militar de Águas Lindas, o ônibus, da viação Santo Antônio, seguia no sentido Brasília-Águas Lindas. Um dos passageiros ficou gravemente ferido e foi encaminhado ao Hospital de Base. Cerca de dez pessoas sofreram escoriações leves.

Fonte: Correio Braziliense



06/02/2010 - Desaparecimento dos seis jovens em Luziânia levou pânico para toda a região

Famílias trancam os filhos em casa e vivem influenciadas pelos boatos de que um carro preto circula pela área para raptar crianças e adolescentes.

O desaparecimento dos seis garotos em Luziânia — cidade goiana distante 66km de Brasília — espalha pânico entre os moradores das cidades vizinhas. O caso domina as conversas onde quer que se vá. Anônimos solidarizam-se com a dor das mães e, acima de tudo, temem que aconteça o mesmo com seus filhos. Em função disso, muitos pais proibiram as crianças e adolescentes de brincarem na rua. Sair à noite sozinhos, nem pensar.

Em Valparaíso (GO), a 25km de Luziânia, a família da comerciante Neide Costa dos Santos, 50 anos, mudou a rotina. Ela é mãe de três filhos. A mais nova tem 15 anos, a do meio 28, e o mais velho, 30. “Agora, eles ligam para avisar quando estão chegando. Eu ou meu marido ficamos esperando para abrir o portão. Eles não são mais crianças. Mas não dá para ficar pensando que não acontece na família da gente”, diz, em tom de preocupação, a moradora do bairro Céu Azul.

A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na cidade na última semana, quando começou o ano letivo. Apesar disso, o comando da corporação não acredita que o sumiço dos garotos de Luziânia seja fruto da ação de uma quadrilha especializada. Não bastasse a gravidade do caso, as lendas sobre o que teria acontecido alimentam ainda mais o medo da população.

Moradores do Novo Gama, de Valparaíso e de Luziânia contam que circulam boatos de que um carro preto estaria rondando os jovens para raptá-los. Também são recorrentes os comentários de que os desaparecidos de Luziânia teriam sido vítimas de uma suposta quadrilha de tráfico de órgãos. Para piorar, ainda se fala que o sumiço deles está relacionado à queima de arquivo. Mas para a polícia, de concreto, até agora, só o desaparecimento repentino dos adolescentes.

Mudança de hábito

Buscar os filhos na escola não fazia parte da rotina da artesã Vanuza Souza Santos, 25 anos. Mãe de três crianças — com idade de 9, 6 e 4 anos —, ela não os deixa mais irem sozinhos para o colégio. “Eu explico por que estou fazendo isso: quero que fiquem atentos. Eles também estão assustados com todas essas notícias e perguntam se alguém vai roubá-los também”, revela, pouco depois de se certificar de que as crianças realmente brincavam na casa de uma vizinha e não na rua.

No Novo Gama, município distante 28km de Luziânia, a situação se repete. A reportagem conversou com moradores na tarde da última sexta-feira. A falta de notícias dos garotos e as lendas amedrontam ainda mais. “Dizem que existe um carro preto que passa raptando as crianças. E também que eles foram roubados por traficantes de órgãos. A gente não sabe o que é mito ou verdade”, relata a cabeleireira Eliane Sueli da Silva Lopes, 32 anos, mãe de um casal de filhos de 16 e 12 anos. Na dúvida, Eliane proibiu os filhos de ficarem na rua. E o mais novo só visita o pai, que mora no mesmo bairro, se alguém mais velho o levar e trazer de volta.

No Lago Azul, bairro do Novo Gama, a diarista Ednalva dos Santos, 37, fez o que pôde para impedir que o filho de 17 anos começasse a estudar à noite. A transferência do turno foi automática na escola. Mas ela não aceitou. “Eu fui à escola, briguei, briguei, mas não deixei ele estudar à noite de jeito nenhum. A gente não sabe o que aconteceu com aqueles meninos. Cada dia aparece uma história diferente. Não quero arriscar” , desabafou Ednalva, que é mãe de outras três crianças de 10, 4 e 2 anos.

Moradora do Pedregal, a dona de casa Maria dos Remédios Custódio, 25 anos, se diz apavorada. Os filhos de 7, 6 e 3 anos foram proibidos de brincar na rua. Nem mesmo dentro do quintal de casa ela se sente segura. “Eles estão muito assustados. Quando alguém bate no portão, saem correndo para perto de mim. Até eu estou com medo de sair de casa”, confessou.

Fonte: Correio Braziliense - colaboraram Naira Trindade e Daniel Brito



06/02/2010 - Em Valparaíso, mais policiamento na ruas

Osumiço dos seis jovens de Luziânia corre de boca em boca em Luziânia. Quem tem filho redobra os cuidados e a Polícia Militar reforçou o policiamento. Na última quinta-feira, quando a reportagem esteve na cidade, várias viaturas policiais percorriam as ruas. No bairro Céu Azul, os moradores estranharam o vaivém dos veículos oficiais, alguns deles em alta velocidade.

O comandante do 20º Batalhão de Polícia Militar de Valparaíso, major Crésio Pimenta de Almeida, confirmou que, desde a última segunda-feira, quando teve início o ano letivo no município, colocou mais policiais nas ruas. Apesar disso, garante que a decisão é apenas para proporcionar sensação de segurança aos moradores. “A PM existe para atender aos anseios da população e, neste momento, quando começa o ano letivo, os pais querem a presença da polícia por conta desses fatos”, explicou o major, referindo-se ao misterioso desaparecimento dos jovens de Luziânia.

Apesar de colocar a tropa na rua, o militar não acredita que os seis jovens desaparecidos sejam vítimas de uma quadrilha especializada. “Um grupo criminoso organizado não levaria jovens de um mesmo bairro, porque teria as características de seus membros difundidas entre a população e no meio policial. O que é veiculado pela mídia não faz qualquer sentido”, garantiu.

Evocando os mais de 20 anos de experiência policial, o comandante acredita que os jovens se conheciam e que teriam fugido por problemas diversos. “Não tem como morarem no mesmo bairro, frequentarem os mesmos locais, provavelmente a mesma escola, e não se conhecerem. Não vejo razão para esse pânico instalado”, analisou.

Antes do misterioso sumiço dos jovens de Luziânia, a dona de casa Lucineide Francisca Silva, 27 anos, delegava aos filhos pequenas tarefas como ir à farmácia, à padaria ou ao supermercado para fazer pequenas compras. Agora, evita ao máximo fazer esses pedidos. Grávida de nove meses e mãe de outras quatro crianças, ela não se cansa de alertar os filhos sobre os riscos da aproximação de pessoas estranhas. “Explico que não podem dar conversa para desconhecidos. E se alguém insistir, é para eles saírem correndo e gritarem por socorro”, explicou.

Fonte: Correio Braziliense



06/02/2010 - Policial militar morre após sofrer sequestro-relâmpago

O corpo do sargerto reformado da Polícia Militar, João Gabriel de Vasconcelos, de 50 anos, foi encontrado às margens da BR-070, sentido Águas Lindas, próximo ao Núcleo Boa Esperança. Segundo informações da PM, ele estava em um local de difícil acesso.

O policial foi vítima de sequestro-relâmpago

o corpo estava em local de dificl acesso. squestro foi ontem no guara. sargento reformado João Gabriel de Vasconcelos, de 50 anos O policial militar foi vítima de sequestro-relâmpago na noite desta sexta-feira (5), no Guará.

A 19ª Delegacia de Polícia investiga o caso.

Fonte: Clicabrasília



06/02/2010 - Corpo de PM é encontrado às margens da BR-070

Policiais militares encontraram, por volta das 10h deste sábado (6/2), o corpo de um sargento reformado da PM às margens da BR-070, sentido Águas Lindas, próximo ao Núcleo Boa Esperança. Segundo informações preliminares, João Gabriel de Vasconcelos, 50 anos, foi vítima de sequestro relâmpago na noite de sexta-feira (5/2).

A 19ª DP (P Norte, em Ceilândia) conduz a investigação do caso. Segundo agentes, o corpo do sargento tinha pelo menos um tiro na cabeça. Ninguém foi preso até o momento, mas os policiais já têm um suspeito.

Sequestro

De acordo com o soldado Brant, da Polícia Militar, homens entraram na casa do sargento, no Guará, roubaram dois carros - um Pálio e um Pálio Weekend - e levaram o policial de refém. Não há informação a respeito da quantidade de pessoas que participaram do crime.

Neste sábado, por volta de 12h, a polícia encontrou os dois veículos. O Pálio, intacto, estava em Santo Antônio do Descoberto (cidade a 44 km de Brasília), e o Pálio Weekend, carbonizado, na DF-280, estrada que liga o DF à cidade do Entorno.

Fonte: Correio Braziliense



06/02/2010 - Amigos e familiares se despedem de Ernesto Silva cantando o samba Último desejo


Ele chegou antes de Juscelino Kubitschek, Oscar Niemeyer e Lucio Costa. Nunca abandonou a cidade que ajudou a construir. Mas ontem se despediu definitivamente do plano físico ao ter o corpo cremado em Valparaíso (GO). A certeza de que Ernesto Silva, médico pediatra, coronel do Exército e desbravador do cerrado, viveu plenamente seus 95 anos confortou parentes e amigos que se despedem dele desde a última quarta-feira. Poucos, no entanto, conseguiram segurar as lágrimas quando atenderam a um pedido do pioneiro: em coro, as pessoas mais próximas de Ernesto cantaram o samba Último desejo, de Noel Rosa, de mãos dadas em cima do caixão. Quase 700 pessoas foram ao salão principal do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF), na 703/903 Sul, nos últimos dois dias. A cerimônia de cremação, no entanto, foi acompanhada apenas por parentes. A família deve jogar as cinzas do Pioneiro do Antes em locais históricos do Distrito Federal. “Ele nunca vai deixar Brasília”, garantiu a viúva, Sônia Maria Souto Silva, que se manteve firme e até sorridente na maior parte do tempo.

ônia disse ao Correio que ficou emocionada com a presença das inúmeras autoridades e personalidades que foram dar o último adeus ao doutor Ernesto. Mas que o que a tocou mesmo foi a presença dos cidadãos anônimos da capital. “Veio tanta gente simples. Amigos e admiradores do Ernesto. Gente como a faxineira do nosso bloco, o porteiro… Esse apoio encheu meu coração, que estava tão triste, de uma alegria sincera”, disse ela. “E tenho certeza de que ele também ficou feliz também. Era disso que ele mais gostava, de estar entre amigos”, completou.

Amigos, como a pioneira Fátima Lopes, 68 anos, que passou a manhã circulando pelo salão, incrédula. “Não consigo acreditar que ele se foi”, disse ela, que chegou ao canteiro de obras que se tornaria a capital de todos os brasileiros ainda adolescente, em 1958. “Meu tio era engenheiro e fez parte das primeiras equipes. Lembro das visitas do presidente Juscelino a nossa casa”, relata, olhando para o caixão. “O doutor Ernesto me chamava de ‘menina’ na época e nunca abandonou isso. Encontrei com ele há seis meses e ele gritou ‘ô menina, vem aqui me dar um abraço’”, completa ela, que ajudou a povoar o DF com seus sete filhos.

O velório terminou pouco depois das 13h, com honras militares. Dezenas de integrantes do Batalhão da Guarda Presidencial (BGP) prestaram continência ao general enquanto o caixão era carregado para a limosine do cemitério Campo da Esperança. Ernesto Silva, porém, abdicou do lugar de honra a que teria direito na Ala dos Pioneiros, no fim da Asa Sul. Ele pediu à família para ser cremado e teve seu desejo atendido.

Amigo de Ernesto desde 1960, o vice-presidente institucional do Correio, Ari Cunha, esteve no velório. Para ele, Brasília perdeu parte importante de sua história. “Eu conhecia o Ernesto de fama desde a Missão Cruls. Sempre o achei admirável e foi uma satisfação poder conviver com uma pessoa como Ernesto. Brasília nasceu de um ideal e nossa geração teve o privilégio de ajudá-la a se formar”, disse ele. O carnavalesco Joãosinho Trinta também prestou suas homenagens. Apesar de não ter conhecido Ernesto Silva pessoalmente, o artista sente ter algo forte em comum com ele. “Eu conversei com JK há muitos anos e ouvi de sua boca os ideais que ele tinha. Suas razões me fizeram amar Brasília e, naquele tempo, eu decidi que ainda moraria aqui. Era uma coisa arquitetada que, graças a Deus, estou realizando agora. Amei a cidade antes de sua construção, assim como o grande Ernesto Silva”, afirmou.

PRÁTICA ANTIGA

A escolha de Ernesto Silva de ter o corpo cremado, à primeira vista, pode parecer heterodoxa, mas a prática está presente na história humana há, pelo menos, 3 mil anos. Os gregos, mil anos antes do nascimento de Jesus Cristo, queimavam os mortos e consideravam esse um fim nobre. Lá, os sepultamentos eram reservados a criminosos e suicidas. A Roma antiga também adotava a tradição. Religiões orientais, como o budismo, incentivam a prática. No Japão, que não conta com muita terra, a cremação é quase uma necessidade. A cremação diminui em muito os perigos ambientais provenientes do sepultamento. O corpo dentro do caixão é colocado em fornos com temperatura superior a mil graus centígrados. De um corpo de 70 quilos, não sobra mais do que um quilo de cinzas. Os judeus não aceitam a prática. Para eles, a alma se separa do corpo lentamente. Os espíritas acreditam que o espírito não sai do corpo imediatamente, mas permitem a cremação após 72 horas da morte.

Fonte: Correio Braziliense



06/02/2010 - Traficantes que agiam no Entorno são presos

Após três meses de investigação, policiais civis da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) prenderam, na tarde desta sexta-feira (5/2), quatro traficantes que agiam na região do Entorno do Distrito Federal. No momento da prisão, por volta das 12h, O grupo estava separado, dois homens foram detidos em Samambaia e um casal em Vicente Pires.

Rodrigo Afonso Dias dos Santos, 31 anos, e Elano Carvalho de França, 25, foram abordados próximos à Colônia Agrícola, em Samambaia. Eles estavam em um pálio, placa JFL-7370/DF, de um dos acusados. No interior do veículo foram encontrados 8kg de maconha, divididos em 10 tijolos, que teriam sido comprados em Valparaíso. Com a dupla já na viatura, os agentes seguiram até uma casa em Vicente Pires, onde estava o casal de namorados, Rômulo Paes Rodrigues,19, e Kattyuse Carvalho Barbosa, 25, que faz parte do bando. No local a polícia encontrou apenas uma pedra de crack.

Na casa de Elano, na Colônia Agrícola, em Samambaia, foram encontradas pedras de crack, que somam 3kg, 2 litros de éster, duas balanças de precisão e R$ 693 em espécie. Todos foram levados à Delegacia de Polícia Especializada (DPE). Elano já tinha passagens pela polícia por tráfico de drogas, roubo, furto e homicídio, Rodrigo por tráfico e Rômulo quando adolescente. Kattyuse não tinha registro na delegacia. O quarteto vai responder por tráfico de drogas (cinco a 15 anos de prisão) e associação para o tráfico (três a 10 anos de prisão).

onte: Correio Braziliense



06/02/2010 - Presos dois suspeitos de participação no desaparecimento de jovens em Luziânia

Dois suspeitos de participação no sumiço de seis jovens em Luziânia, em Goiás, foram presos, temporariamente, durante esta semana. A polícia ainda não sabe definir qual a participação deles no caso, mas ambos podem ter uma ligação indireta com os desaparecimentos e dar pistas onde um ou mais jovens estão. Os presos não teriam relação com os retratos falados produzidos no início da investigação.

Seis adolescentes moradores de um mesmo bairro em Luziânia estão desaparecidos desde dezembro do ano passado. Segundo a polícia goiana, não há coincidência entre os casos e as investigações estão correndo em separado.

Nesta quarta-feira, parentes dos jovens pediram, durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara, que a Polícia Federal assuma as investigações. Até o momento, a Polícia Civil de Goiás conduz os trabalhos sobre o caso. Os familiares reclamam que o ritmo das investigações está muito lento.

A secretaria de Segurança Pública de Goiás descartou a participação da Polícia Federal no caso.

Fonte: DFTV / O Globo

 


 

06/02/2010 - OAB também vai pedir a entrada da PF nas investigações dos jovens desaparecidos em Luziânia
 
Aumenta a pressão de entidades nacionais e das mães dos desaparecidos de Luziânia — município goiano distante 66km de Brasília — sobre o governo de Goiás. Depois de obter apoio de integrantes da CPI das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos da Câmara dos Deputados para a entrada da Polícia Federal no caso, familiares das vítimas conseguiram a adesão do conselho federal e da seccional goiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Os presidentes nacional, Ophir Cavalcante, e estadual, Henrique Tibúrcio, têm uma audiência com o ministro da Justiça, Tarso Genro, ao meio-dia da próxima terça-feira para tratar do assunto.A solicitação da audiência foi feita por Tibúrcio, que assumiu a OAB-GO em dezembro de 2009.

A Polícia Civil de Goiás pode até ter condições de resolver o caso, mas o aparato da Polícia Federal pode acelerar o processo e dar uma resposta à sociedade”, justificou. Após o encontro, Tibúrcio promete pressionar o governo estadual sobre a ajuda da PF.Já os familiares das vítimas farão uma passeata pelo centro de Luziânia amanhã, a partir das 18h30. Eles caminharão dois quilômetros da sede da prefeitura até a Paróquia Nossa Senhora de Aparecida, no bairro do Fumal. Na segunda-feira, voltarão às ruas de Goiânia.

A deputada distrital Érika Kokay (PT), vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do DF, vai acompanhá-los e agendou encontro com o governador goiano, Alcides Rodrigues (PP).As mães vão pedir para que Rodrigues aceite a participação da PF no caso. Ontem à noite, o governador afastou essa possibilidade, durante evento em Goiânia. “Quanto mais barulho se faz, pior para a investigação. A Polícia Civil de Goiás é qualificada e já demonstrou isso em diversos casos”, ressaltou.

Sofrimento

A falta de respostas aumenta a angústia das famílias dos seis jovens desaparecidos. A dona de casa Sirlene Gomes, 42 anos, mãe de George Rabelo, 17, se diz esgotada fisicamente (leia depoimento ao lado) e ainda não sabe se terá condições psicológicas para ir a Goiânia. Já a servidora pública Sônia Vieira Azevedo Lima, 45 anos, mãe de Paulo Victor, 16, percorreu os 150 quilômetros que separam Luziânia de Formosa para distribuir cartazes e panfletos com imagens dos jovens.

Ela já fez o mesmo em comunidades rurais nas proximidades de Luziânia. Sônia planeja permanecer em Goiânia até que o governador aceite a ajuda da PF. “Vou ficar lá no gabinete dele até que assine o pedido. Se não formos atendidas, faremos uma manifestação no meio da BR-040”, alertou.

Além de George e Paulo Victor, estão desaparecidos Diego Rodrigues, 13 anos; Divino Luiz Lopes da Silva, 16; Flávio Augusto dos Santos, 14; e Márcio Luiz Lopes, 19. Apesar de não correr em segredo de Justiça, a apuração não é revelada sequer para as famílias. A justificativa do delegado José Luiz Martins, que está à frente do caso, é que o detalhamento do caso pode atrapalhar as investigações.

Saiba mais

Subordinada ao Ministério da Justiça, a Polícia Federal está apta para atuar em três casos: crimes federais, como, por exemplo, tráfico internacional de drogas ou lavagem de dinheiro público; interestadual (quando as polícias de dois ou mais estados ficam impedidas de agir); e quando há uma requisição do governo estadual ao ministério. Qualquer ação da PF que não seja em uma dessas situações caracteriza-se como interferência federal na autonomia estadual. Por isso, o governo de Goiás está sendo pressionado pelas mães dos desaparecidos de Luziânia para aceitar o pedido feito pela CPI das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos da Câmara dos Deputados para que a Polícia Federal entre no caso. O requerimento foi aprovado no Congresso, na quinta-feira última, e encaminhado ao ministério no mesmo dia.

Fonte: Correio Braziliense



05/02/2010 - Garota de programa é encontrada morta em Alexânia


Na madrugada desta sexta-feira (5), uma garota de 17 anos foi encontrada morta às margens da BR-060, na altura de Alexânia.A jovem foi morta a tiros por volta das 3h. Dirlene da Silva Lima fazia programas sexuais, era usuária de drogas e praticava alguns furtos na cidade.

A Polícia fazia uma patrulha quando o crime ocorreu. Os policiais viram que os disparos vieram de um Honda Civic de cor preta. Os policiais tentarem seguir, mas não alcançaram o veículo. Ainda não há suspeitos do crime e nem os motivos.

Fonte: Clicabrasília

05/02/2010 - Garota de programa de 17 anos é assassinada em Alexânia

Uma garota de 17 anos foi assassinada na madrugada desta sexta-feira (5/2), às margens da BR-060, na altura de Alexânia. A cidade fica a cerca de 70km de Brasília.

De acordo com agentes da delegacia da cidade, Dirlene da Silva Lima fazia diversos programas sexuais e era usuária de drogas. Ela foi morta a tiros por volta das 3h. Ainda não há suspeitos de terem cometido o crime, nem possíveis motivações.

A Polícia Militar patrulhava o local quando o crime ocorreu. De acordo com os policiais, os disparos vieram de um Honda Civic de cor preta. A PM chegou a seguir o carro, mas não o alcançou. De acordo com a Polícia Civil, Dirlene realizava programas sexuais com caminhoneiros e pessoas que passavam pela BR. Também era usuária de drogas e praticava furtos na cidade.

Fonte: Correio Braziliense

05/02/2010 - Casal que tentou matar policial é preso em Céu Azul

Na tarde de quinta-feira (4), os suspeitos de tentar assaltar e matar um policial militar foram, no último dia 1º, foram presos em Céu Azul, Goiás.
O crime aconteceu quando a dupla tentou assaltá-lo enquanto dirigia. Os suspeitos estavam em uma moto. Houve troca de tiros e o policial foi atingido nos olhos, perdendo a visão e parte de massa cefálica. Segundo o boletim do Hospital de Base, o estado do policial é grave e por isso está em coma induzido.
O acusado foi baleado no braço e na perna. Sua namorada, que ajudou no assalto, também foi atingida na perna. A dupla conseguiu fugir, mas foram encontrados posteriormente na casa da irmã de Robson Carlos de Sousa.
A Polícia prendeu o casal e também apreendeu uma arma de fogo que estava na residência da dupla na QNL 22 de Taguatinga.

Fonte: Clicabrasília


05/02/2010 - A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tirou mais uma grande quantidade de drogas de circulação na noite de anteontem. Dois homens foram presos com cinco quilos de crack, quando se aproximavam de Campo Mourão, na rodovia BR 369. A droga totalizou 5,240 kg.

flagrante ocorreu por volta das 22 horas, no momento em que uma equipe da PRF abordou um VW, modelo Bora, com placas JFW 1054 (Cidade Ocidental, de Goiás). Durante fiscalização no veículo, os policiais encontraram sete tabletes da drogas escondidos sob o painel do carro.

motorista, E. T. da S. J., de 25 anos, e o passageiro, W. da S. A., 23 anos, ambos do Distrito Federal, foram detidos. Aos policiais, eles disseram que vinham de Foz do Iguaçu (PR) e seguiam para Gama (DF). Os dois são naturais do estado do Maranhão e residentes em Brasília/DF. Ambos negaram ter conhecimento da droga. O veículo, a droga e os detidos, foram encaminhados à delegacia de Campo Mourão.

Fonte: Tribuna do Interior



05/02/2010 - Corpo de Ernesto Silva será cremado às 14h

Está marcada para 14h desta sexta-feira (5/2) a cremação do corpo do pioneiro de Brasília Ernesto Silva, que morreu nesta quarta-feira (4/2). A cerimônia, no crematório de Valparaíso, será reservada e só poderão participar os familiares mais próximos. O Catetinho e a Ala dos Pioneiros são algumas das alternativas para o depósito das cinzas.
O corpo do médico pediatra começou a ser velado nesta quinta-feira (3/2) no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal (IHGDF). Desde então, a esposa do doutor, Sônia Maria Souto Silva, recebeu mais de 600 visitas de amigos e parentes.
Ernesto Silva morreu na quarta-feira (3/2), aos 95 anos, às 13h15, no Hospital Brasília. A morte foi devido a uma disfunção múltipla de órgãos e sistemas.

Memória

O pediatra nasceu no Rio de Janeito, em 17 de setembro de 1914. Além de médico, ele era bacharel em Ciências e Letras. Autor de vários trabalhos científicos, há 54 anos ele visitou o Planalto Central pela primeira vez. Desde então, nunca mais esqueceu a cidade que ajudou a construir.
O pioneiro se dedicou à preservação da nova capital como poucos. Foi diretor da Novacap e responsável pelo planejamento e implantação do Sistema Único de Saúde (SUS) de Brasília, em 1960, e pela criação do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).

Fonte: Correio Braziliense - com informações de Raphael Veleda


05/02/2010 - Água é produto raro na Cidade Ocidental

Município passou finais de semana sem água, sempre no final da tarde. Saneago informou que problema foi ocasionado por manutenção e que já foi resolvido.

Imagine ter que estocar água, todos os finais de semana, para realizar suas tarefas após às 16h. Essa é a situação dos moradores da Cidade Ocidental (GO), que ficam sem água há alguns finais de semana. Ontem, moradores do município denunciaram a situação, que denominaram de descaso, uma vez que a população não seria informada com antecedência acerca da suspensão do abastecimento de água.

A Prefeitura da Cidade Ocidental confirma a situação e informou estar ciente do problema. Porém alega que o fornecimento de água na região é responsabilidade de uma empresa particular, a Saneamento de Goiás (Saneago) e que o seu papel, de notificar e multar, já está sendo feito. “Cabe agora à população fazer uma denúncia no Ministério Público para eles resolverem o problema, já que as multas não estão adiantando.”

rocurada pelo jornal Coletivo, a Saneago informou que os transtornos foram causados em consequência da manutenção da rede de água e esgoto do município, mas garantiu que o fornecimento de água já está sendo feito normalmente. No caso do desabastecimento verificado no bairro Ocidental Parque, a empresa explicou que houve um incidente com um cano que suspendeu o fornecimento, situação que também já foi normalizada.

Mais reclamações – Os dois finais de semana em que o fornecimento de água foi interrompido, foram suficientes para deixar a limpeza urbana no município comprometida. Junto com a sujeira, apareceram ratos e mau cheiro. Náuseas e dor de cabeça são sintomas constantes na vida da população. Segundo os moradores, não é a primeira vez que a Saneago causa problemas na região. Em 2009, durante uma troca de registros, a empresa fez vários buracos nas vias da cidade e não realizou obras de manutenção das ruas após o serviço.

onte: Mais Comunidade



05/02/2010 - Mães de Luziânia unidas na luta e na dor

Elas não se conheciam, mas agora passam mais tempo juntas do que em casa, à procura dos filhos desaparecidos desde dezembro.

As seis mães de Luziânia que vivem o pesadelo da falta de informações dos filhos desaparecidos não sabem mais o que é dormir bem durante a noite. Desde o sumiço dos jovens, em 30 de dezembro, o apetite delas nunca mais foi o mesmo. Umas relatam ter emagrecido três, quatro quilos. Outras vivem dopadas, à base de medicamento para superar a dor de não saber o estado de saúde e o tratamento dado atualmente aos adolescentes. Cada uma daquelas mães do bairro carente da cidade goiana era, até então, anônima. Viviam na simplicidade, com pouco conforto. Não se conheciam. E nunca imaginariam que o destino seria capaz de entrelaçá-las. Aldenira, Sônia, Mariza, Sirlene, Valdirene e Maria Lúcia hoje são amigas, quase confidentes. Viajam juntas, conversam diariamente e se amparam numa busca incessante por notícias. Dividem o peso de lutar para que o caso não caia no esquecimento.

ara conseguir dar assistência ao restante da família, a dona de casa Maria Lúcia Lopes, 50 anos, toma 12 tipos de comprimidos por dia. Os remédios foram receitados por um médico para controlar a pressão arterial da moradora do Parque Estrela Dalva 4 desde que Márcio Luiz de Souza Lopes, 19, desapareceu no último dia 22. O marido dela, o vigilante José Luiz da Silva Lopes, 54, chora toda vez que visita o barraco do filho — simples conjugado de quarto com cozinha, construído nos fundos da casa da família. A rotina dos familiares mudou totalmente nos últimos 15 dias. Irmã de Márcio, Lúcia Maria Lopes, 23, se mudou de Águas Lindas de Goiás para a casa dos pais. “Tenho que ficar ao lado deles para dar o suporte necessário. Por sorte, meu marido é muito compreensivo e me apoia nisso”, conta.

Via crucis:

A poucos metros dali, na casa simples, sem reboco e sem asfalto, Sirlene Gomes de Jesus, 42 anos, deixou as diárias domésticas para ficar em casa à espera de notícias do filho, George Rabelo dos Santos, 17, que desapareceu em 10 de janeiro. “Nem sei mais o que pensar”, diz a mãe. A contadora Valdirene Fernandes da Cunha, 36, teve de mudar os móveis do quarto para conseguir passar a noite um pouco melhor. No lugar de uma cômoda, colocou a cama de Flávio Augusto dos Santos, 14, desaparecido desde o dia 18 último. “Só com o cheiro dele consigo descansar melhor.”

esde o desaparecimento dos seis jovens, essas mães se uniram em busca da solução da mesma causa. Fizeram manifestações em Luziânia, visitaram o secretário de Segurança Pública, Ernesto Roller, em Goiânia, e ontem estiveram no centro do poder, em Brasília. “Não ficamos satisfeitas e dentro do ônibus mesmo já começamos a articular nossa próxima visita a Goiânia, contou a funcionária pública Sônia Vieira de Azevedo Lima, 45 anos, mãe de Paulo Victor, 16.

Sofrimento diário

Aldenira Alves de Souza, 51 anos:

Sem notícias do filho Diego Rodrigues, de 13 anos, desde 30 de dezembro, Aldenira está com problema de insônia. Só consegue ser vencida pelo sono depois de 4h. Mantém os olhos abertos na expectativa de ver o filho entrar pela porta da frente de casa, não importa a hora. Em uma madrugada, nas primeiras semanas de desaparecimento, caminhou até a sala e abriu a porta. Sonhou que ouviu os passos de Diego no quintal. Ele nunca chegou. Ciente do sofrimento das outras mães, pregou na parede da casa a foto dos outros cinco garotos.

Sônia Vieira de Azevedo Lima, 45 anos:

Funcionária do Hospital Regional de Luziânia, Sônia está afastada do trabalho desde o desaparecimento de Paulo Victor de Azevedo Lima, 16 anos, em 4 de janeiro. Somente com uso de antidepressivos, ela supera a dor de não poder conviver com notícias do filho adotivo. O menino desapareceu após pagar a conta de energia da lanchonete de Sônia, arrendada para o tio do menino. “Eu queria que meu filho tivesse uma responsabilidade e, por isso, ele ajudava o tio”, conta. Líder entre as mães, ela organizou manifestações e reuniu todas as histórias para que a Polícia Civil pudesse ajudá-las nas buscas.

Mariza Pinto Lopes, 42 anos:

Diarista dedicada às três residências que arruma no Plano Piloto e no Gama, Mariza mal consegue trabalhar após o desaparecimento de Divino Luiz Lopes da Silva, 16 anos, em 10 de janeiro. O silêncio do apartamento durante a faxina a incomoda. A falta de alguém por perto para distraí-la a faz lembrar o tamanho do problema. Guerreira, ela persiste no trabalho para conseguir alimentar sozinha os dois filhos biológicos e outros dois de criação. “Não como e nem durmo direito. Emagreci quatro quilos”, calcula.

Sirlene Gomes de Jesus, 42 anos:

A casa da mãe de George Rabelo, de 17 anos, virou ponto de referência no Parque Estrela Dalva 8. Construído em um terreno coberto pelo mato, o imóvel de tijolos aparentes e janelas quebradas é o último do bairro e fica próximo a uma plantação de soja. Basta perguntar nas proximidades por ela que a pergunta é automática: “A mãe do menino desaparecido?”. Na semana passada, angustiada pela falta de resposta da polícia, cavou buracos em terrenos baldios vizinhos acreditando que George pudesse ter sido assassinado e enterrado nas proximidades de sua própria casa.

Valdirene Fernandes da Cunha,36 anos:

Para conseguir dormir após o desaparecimento do filho, Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14 anos, Valdirene teve que modificar toda a estrutura da casa. O quarto do menino está fechado, pois ela não suportava entrar e sentir a falta do filho. No quarto dela, onde havia uma cômoda, está a cama dele. É nela, que de madrugada, ela consegue pegar no sono. “Fico pensando no que pode ter acontecido”, conta. Quando coloca a cabeça no travesseiro, várias hipóteses vêm a mente. Muitas delas trazem lágrimas incontroláveis. Contadora, Valdirene está afastada do trabalho.

Maria Lúcia Lopes, 50 anos:

Cansada de esperar pelo resultado da investigação da polícia goiana, a mãe de Márcio Lopes, de 19 anos, foi sozinha em busca do filho em plena madrugada. Caminhou pelas ruas em volta de casa. Não pôde ir muito longe. A dona de casa tem problemas cardíacos e pressão alta. Uma irmã de Márcio levou a mãe de volta para casa. Para não sofrer com a dor do desaparecimento, diz passar os dias sob efeito de calmantes. Após investigação da polícia que revirou o quarto do jovem, ela arrumou a cama, a prateleira de tênis e de roupas. Para Márcio voltar a levar sua vida normalmente.

Fonte: Correio Braziliense



04/02/2010 - Desaparecimentos de adolescentes: parlamentares relatam visita a Luziânia

Os senadores que integraram a comitiva que, na tarde de quarta-feira (3), foi a Luziânia (GO) para um encontro com autoridades de segurança, que investigam o desaparecimento de adolescentes, relataram em Plenário o resultado do encontro. Eles manifestaram otimismo com as investigações e colocaram a CPI da Pedofilia à disposição das autoridades goianas.

Nesta quinta-feira (4), as mães dos seis menores desaparecidos compareceram ao Plenário do Senado e foram saudadas pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), que presidia a sessão.

Estiveram em Luziânia, cidade no entorno do Distrito Federal, os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), José Nery (PSOL-AL), Renato Casagrande (PSB-ES), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Romeu Tuma (PTB-SP), Demóstenes Torres (DEM-GO) e Magno Malta (PR-ES), os dois últimos relator e presidente da CPI da Pedofilia.

Fonte: Agência Senado


04/02/2010 - Manifestação das mães de Luziânia se concentra em frente ao Ministério da Justiça

Familiares e amigos dos seis adolescentes desaparecidos em Luziânia, cidade do Entorno a 66km de Brasília, fazem manifestação em frente ao Ministério da Justiça. Uma comissão formada pelas mães dos jovens espera ser recebida pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto. Com faixas e gritos, cerca de 80 pessoas pedem a atuação da Polícia Federal no caso.

Os manifestantes saíram em passeata da Catedral Metropolitana, por volta das 9h40, fizeram o retorno em frente ao Congresso Nacional e seguiram até o prédio do ministério. Duas faixas do Eixo Monumental ficaram interditadas.

A movimentação começou cedo, por volta das 7h. Os ônibus da secretaria municipal de educação aguardavam os manifestantes em frente ao Ginásio de Esportes do Parque Estrela D'Álva II.

Um dos primeiros a chegar foi o tio de Flávio Augusto, de 14 anos, (desaparecido desde o dia 18 de janeiro), Jonas Fernandes. Segundo ele, a intenção hoje é só sair de Brasília com uma posição clara. "Queremos uma resposta. Se não a tivermos hoje, vamos partir para outras atitudos", disse Fernandes. Os familiares ameaçam interditar a BR-040 (rodovia que liga Brasília a Luziânia) caso o movimento de hoje não dê o retorno esperado.

Fonte: Correio Braziliense



04/02/2010 - Parentes de jovens desaparecidos fazem manifestação em Brasília

Familiares e amigos estão inconformados com a atuação da polícia goiana e querem a participação do governo federal no caso dos adolescentes que desapareceram em Luziânia.
Em frente ao ginásio de esportes do Parque Estrela D’Alva estavam presentes mães, parentes e amigos dos seis jovens desaparecidos. Eles se dividiram em dois ônibus para a peregrinação por pedidos de ajuda e o destino dessa quinta-feira foi Brasília. O grupo se concentrou em frente à Catedral e seguiu a pé até ao Ministério da Justiça. Mais uma manifestação e mais um pedido de apelo.

“O tempo está passando e nada. Nós não temos pista, não temos nada. Precisamos ter nossos filhos de volta. Não sabemos onde, com quem eles estão e quanto mais o tempo passa, mais difícil fica”, protesta Marisa Pinto Lopes, mãe do Divino.

“Já são 35 dias e até agora não resolveram nada. Então, a Polícia Federal tem que estar junto”, exige Aldenira Alves, mãe do Diego.

As mães foram recebidas pelo secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luis Paulo Barreto. Deputados e parlamentares da CPI das Crianças e Adolescentes Desaparecidos da Câmara Federal também estiveram no ministério. Hoje de manhã, a CPI conseguiu aprovar o requerimento que pede ao Ministério da Justiça autorização para a Polícia Federal entrar no caso.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luis Paulo Barreto, disse que para a Polícia Federal entrar no caso é preciso que a Secretaria de Segurança Pública de Goiás faça um pedido formal. Mas o secretário diz não ver necessidade de intervenção.

Em uma entrevista coletiva, o secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, voltou a dizer que não vê a necessidade da Polícia Federal entrar no caso. Disse também que a polícia goiana está preparada para desvendar todos esses casos.

Fonte: DFTV 1ª Edição - Maria Fernanda / Luís Ródney



04/02/2010 - Temer pede que PF auxilie CPI a investigar desaparecimentos em Luziânia

Presidente da Câmara recebeu as mães dos seis jovens que sumiram.
Mães se reuniram também com representante do Ministério da Justiça.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), pediu nesta quinta-feira (4) que a Polícia Federal auxilie a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes a investigar o sumiço de seis jovens em Luziânia (GO) desde dezembro. Ele se reuniu nesta manhã com as mães dos desaparecidos.

O pedido de Temer visa garantir que a PF entre no caso ainda que em uma investigação paralela. Para que a PF atue junto à Polícia Civil de Goiás seria necessário um pedido da Secretaria de Segurança Pública daquele estado. Temer encaminhou também um ofício ao governo de Goiás pedindo agilidade nas investigações.

“A Câmara não vai abandonar esta causa. Vamos entrar de forma acentuada e fazer tudo o que a CPI possa fazer. Se a Polícia Federal não pode participar lá, vai participar aqui”, disse Temer.

Nesta manhã, a CPI aprovou um pedido para que a Polícia Federal auxilie nas investigações junto à polícia civil de Goiás. A secretaria de segurança do estado, no entanto, está reticente a aceitar a colaboração.

As mães dos desaparecidos se reuniram também por um representante do Ministério da Justiça para discutir a participação da PF. Ficou acertado que na próxima semana deverá acontecer uma nova reunião para debater o tema.

Fonte: G1



04/02/2010 - Polícia de Luziânia não aceita ajuda externa na investigação dos menores desaparecidos

Além de não aceitar a participação da Polícia Federal, os policiais goianos insistem na tese de trabalho escravo.

Nem a presença dos deputados da CPI das Crianças Desaparecidas, nem as dos senadores da CPI da Pedofilia foram suficientes para que o secretário de Segurança Pública de Goiás mudasse de ideia. Por enquanto, nada de ajuda da Polícia Federal.

“Eu confio na competência, na dedicação e na qualidade da Polícia Civil de Goiás. Neste momento, as nossas estruturas técnicas de investigação, todos os profissionais que estão trabalhando nesse sentido, não apresentaram essa necessidade”, afirmou o secretário de Segurança Pública de Goiás Ernesto Roller.

Era tudo que os familiares dos desparecidos temiam ouvir. O filho de Marlúcia, por exemplo, não está na lista dois seis que ganharam destaque nacional. Mas a angústia é mais antiga. Ela contou para a presidente da CPI das Crianças Desaparecidas que o filho Diego, de 13 anos, foi uma das 104 pessoas sumidas na cidade em 2008. Paradeiro desconhecido até hoje.

“Eu pedi pra incluir o caso nesse pacote e eles falaram que o meu filho não desapareceu no período que outros desapareceram. A polícia deu como se ele estivesse morto, mas sem aparecer o corpo”, conta a auxiliar de produção Marlúcia de Matos.

“Nós precisamos que estes casos de desaparecimento não sejam provocados só porque a mídia se fez presente ou porque a comoção social exigiu. Tem que ser um processo normal, direto e instaurado completamente dentro do nosso país”, destacou a presidente da CPI das Crianças Desaparecidas deputada Bel Mesquita.

A hipótese de que os jovens tenham sido sequestrados para trabalho escravo continua sendo uma das principais linhas de investigação da polícia. Com frequência, agentes goianos procuram pistas dos desaparecidos nas zonas rurais do DF. Mas, até agora, nenhum sinal dos rapazes.

Para o ouvidor da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, as medidas tomadas até agora são insuficientes. Só em janeiro foram registrados 13 sumiços em Luziânia.

“É desesperador. É escandaloso esse número. Imagine se tivesse morrido 13 adolescentes por causa de dengue. Tinha mobilizado o estado inteiro e tal, pra vacinar, pra ir atrás de mosquito e tal. Agora, a polícia convive tranquilamente com 13 desaparecimentos de adolescentes e não se faz. A gente não sente resultado nenhum. Eles não apresentam resultado algum”, critica o ouvidor Fermino Fecchio.

Parentes dos desaparecidos vão fazer uma manifestação hoje, em frente ao Congresso Nacional, para pedir ajuda do governo federal.

Fonte: Bom Dia DF - Bernardo Menezes / Luiz Rodney / Luiz Quilião



04/02/2010 - Polícia de Goiás vai continuar à frente do caso de adolescentes desaparecidos em Luziânia

Depois de receber um requerimento em defesa da participação da Polícia Federal (PF) no caso de seis adolescentes desaparecidos em Luziânia (GO), o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou hoje (4) que, por enquanto, a Polícia Civil do estado vai permanecer nas investigações. O documento foi entregue por integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes.

Durante entrevista coletiva, Barreto disse ter conversado com o secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller. “Ele agradeceu [a ajuda federal], mas disse que a Polícia Civil está muito envolvida e que não vê necessidade [da participação da PF nas investigações]”. Segundo Barreto, o pasta e a secretaria acertaram que vão em entrar em contato a qualquer momento, se a situação mudar.

Barreto afirmou que o desaparecimento dos seis adolescentes em Luziânia preocupa e que vai acompanhar de perto as investigações. Pela manhã, ele recebeu as mães dos meninos, que devem voltar a Brasília para uma nova reunião.

“O ministério não está intervindo, mas está acompanhando. Também estou à disposição dos parlamentares para atendê-los”, disse, ao se referir aos membros da CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes.

Fonte: Clicabrasília



04/02/2010 - Incêndio no Aeroclube de Luziânia deixa duas pessoas feridas

Um incêndio no final da manhã desta quinta-feira (4/2) no aeroclube de Luziânia (GO) deixou duas pessoas feridas. Fabrício Pioren Demegei, 23 anos, e Jorge Alex Machado, 30, sofreram várias queimaduras, mas não correm risco de morte. Segundo o Corpo de Bombeiros da região, o fogo, que teria sido causado por um curto-circuito no hangar 2A, atingiu grandes proporções e levou mais de 40 minutos para ser controlado.

Fabrício chegou ao Hospital Regional de Luziânia por volta das 12h40, recebeu os cuidados iniciais e logo foi encaminhado ao Hospital Regional da Asa Norte (Hran), em Brasília, às 14h10.

Jorge foi levado para um hospital particular em Luziânia e posteriormente encaminhado ao HRAN, por volta das 14h30. Nenhum dos dois feridos corre risco de morte.

Força-tarefa

O fogo no aeroclube começou por volta das 11h30 e precisou de um caminhão do Corpo de Bombeiros de Luziânia, um do DF e um carro pipa da prefeitura da cidade goiana para ser controlado. Segundo os bombeiros, o hangar atingido pelo incêndio ficou completamente destruído.

Fonte: Correio Braziliense



04/02/2010 - CPI aprova requerimento que pede participação da PF em Luziânia

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Crianças Desaparecidas, da Câmara dos Deputados, aprovou requerimento que pede a participação da Polícia Federal no caso do sumiço de seis jovens em Luziânia, cidade do Entorno a 66km do DF. De acordo com o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP), o Ministro da Justiça, Tarso Genro, precisa aprovar a intervenção.

Segundo o deputado, a medida não significa que a CPI queira anular a ação da Polícia Civil de Goiás. "Vamos solicitar a PF para assessorar em uma investigação paralela", explica Macris.

O deputado ainda disse que, caso Genro não atenda a solicitação, eles convocarão o ministro para depor na CPI e dar explicações sobre a negativa.

O parlamentar também cobrou agilidade na implementação do Cadastro Nacional de Desaparecidos. A lei foi sancionada em 17 de dezembro do ano passado, mas até agora não foi colocada em prática, afirmou o deputado.

Fonte: Correio Braziliense



03/02/2010 - CPI da Pedofilia vai a Luziânia para acompanhar caso de jovens desaparecidos

Um grupo de senadores integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia vai hoje (3) a Luziânia, em Goiás, para conversar com o secretário de Segurança do estado, Ernesto Roller, sobre o caso dos seis jovens que desapareceram na cidade no último mês.

O caso intriga as autoridades e mobiliza os parentes e amigos dos jovens e a sociedade, em geral. Os jovens sumiram misteriosamente sem deixar rastro. “O grande problema é que os desaparecidos não têm relação uns com os outros”, disse o senador Romeu Tuma (PTB-SP), um dos seis membros da CPI que vão a Luziânia.

Os senadores querem acompanhar as investigações e saber que tipo de providências podem ser tomadas para evitar que o sumiço de jovens continue.

Entre as propostas que tratam do assunto no Senado está a altera o Estatuto da Criança e do Adolescente e determina que o registro de comunicação de desaparecimento seja feito uma hora depois da ocorrência do fato para que a investigação comece no prazo máximo de seis horas a partir da notificação.

A ideia é começar as investigações o mais rápido possível, quando as chances de encontrar a criança ou adolescente desaparecido são maiores.

Segundo o projeto, não há no estatuto atual dispositivo determinando prazo para registro do desaparecimento, nem para o início das buscas. Só 24 horas depois do desaparecimento a polícia admite fazer o registro.

Fonte: Agência Brasil



03/02/2010 - Não desprezamos apoio de nenhuma instituição, diz delegado sobre desaparecidos em Luziânia

Brasília - O delegado titular da 17ª Delegacia Polícia de Luziânia (GO), Rosivaldo Linhares, afirmou hoje (3) que a Polícia Civil de Goiás não “despreza” o apoio de nenhuma instituição na investigação de seis adolescentes que desapareceram na cidade no mês passado. Em audiência pública, parentes dos reclamaram da lentidão por parte dos investigadores do estado e pediram que a Polícia Federal assuma os casos. O delegado garantiu que os trabalhos não foram interrompidos e destacou a complexidade da situação.

“Temos equipes próprias para cada caso. É da natureza do próprio inquérito o sigilo”, disse, ao rebater as críticas de que as famílias não estavam recebendo informações obre o andamento das investigações. “Entendo a dor das mães.”

Segundo ele, a delegacia já trabalha com “um perfil traçado” de suspeitos e as investigações estão “bem andadas”. Ao participar da audiência, o delegado regional da Polícia Civil de Goiás, José Luiz de Araújo, confirmou que o estado está agindo no caso de forma “incessante”, mas que as investigações partiram do marco zero – já que nada, até o momento, indica que os adolescentes foram levados à força.

Durante a audiência, um carro chegou a ser detido com duas crianças em Luziânia. Apesar da suspeita de que as crianças pudessem ser vítimas de um sequestro, a 17ª Delegacia de Polícia de Luziânia informou que tudo não passou de um mal entendido. Elas haviam sido autorizadas pela mãe a entrar no veículo.

Fonte: Agência Brasil



03/02/2010 - Luziânia é o municipio com mais casos de jovens desaparecidos

Seis em cada 10 casos de desaparecimento de crianças e adolescentes registrados em Goiás, em 2009, ocorreram no município. Angústia dos familiares é grande

Luziânia é a cidade de Goiás onde ocorrem mais casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. Em 2009, de cada 10 registros feitos no estado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, seis ocorreram no município. Nos últimos 33 dias, foram registradas sete ocorrências semelhantes, três a mais que a média mensal do ano anterior.

Em 2009, a secretaria especial da Presidência da República computou 94 casos de desaparecimento em Goiás. Desses, 56 ocorreram em Luziânia. É quase o dobro do número registrado no ano anterior, quando 29 famílias fizeram ocorrências de desaparecimento de seus filhos nas delegacias da cidade. Localizado a 60 quilômetros de Brasília, o município é o quarto mais populoso de Goiás, com 200 mil habitantes, segundo estimativas de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Ainda de acordo com os dados oficiais, a média mensal de desaparecimentos de menores em Luziânia no ano passado ficou em cinco. Em dezembro, a dona de casa Aldenira Alves, 36 anos, fez boletim de ocorrência do sumiço do seu filho, Diego Rodrigues, de 13 anos. Na sequência, outros cinco jovens também começaram a ser procurados por suas famílias, conforme o Correio revelou com exclusividade no dia 16 último. Em 2010, o número de ocorrências ficou muito acima da média justamente quando veio à tona o misterioso sumiço deles.

Eles não se conhecem e não têm passagem pela polícia. Mas moram no mesmo bairro: Parque Estrela Dalva. Além de Diego, são procurados: Paulo Victor Lima, 16 anos; George dos Santos, 17; Divino da Silva, 16; Flávio Augusto dos Santos, 14; e Márcio Luiz Lopes, 19, o último a sumir, em 22 deste mês.

Luziânia registrou este ano 13 desaparecimentos, incluindo os adultos. Para o delegado regional do município, José Luiz Martins, a estatística está dentro do normal. “Se formos comparar o número de desaparecidos com a população de Luziânia, não há nada de excepcional”, disse. Segundo ele, ainda não foi definida uma linha de investigação para apurar o caso dos seis jovens. “Essas coisas são corriqueiras, acontece em todo lugar do mundo, mas esses últimos casos se diferenciam dos demais com o passar do tempo”, afirmou.

Sem pistas

A estudante Fernanda Lopes, 19 anos, irmã de Divino, disse que recebeu a visita de policiais civis ontem. “Eles me disseram que não havia pistas e queriam saber se nós tínhamos alguma informação para ajudar na investigação”, contou. Ela disse que, há 20 dias, a mãe, a diarista Mariza, não consegue se alimentar, à espera do filho.

A dona de casa Cirlene Rabelo, 42 anos, mãe de George, não desgruda do celular. Espera uma ligação do filho. Em uma cadeira de balanço em frente de casa, diz receber visita dos policiais diariamente. “Eles têm todas as informações do meu filho. Tenho esperança de que vou encontrar ele vivo”, disse. O delegado José Luiz Martins ressaltou que a visita dos policiais é um procedimento comum. “Nossos agentes estão frequentando os mesmos ambientes que os adolescentes costumavam ir, como escolas, e sempre conversam com os familiares”, explicou.

Ontem, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás enviou dois delegados para ajudar na apuração em Luziânia. Na semana passada, o secretário Ernesto Roller, anunciou que seriam seis trabalhando exclusivamente no caso. O delegado regional voltou a garantir que a Polícia Civil de Goiás tem condições de elucidar o caso sem a necessidade de ajuda do governo federal.

A servidora pública Sônia Vieira, 43 anos, mãe de Paulo Victor, foi chamada ontem para prestar depoimento. Foi sua primeira convocação desde que seu filho sumiu, após sair para pagar uma conta na casa lotérica de uma movimentada avenida da cidade. “Nem vi o delegado, só me pediram informações gerais sobre Paulo Victor”, contou.

Hoje, às 9h, está prevista uma audiência na Câmara de Vereadores do município com integrantes da CPI das Crianças e Adolescentes Desaparecidos da Câmara dos Deputados, Polícia Civil e familiares dos adolescentes. Amanhã, as mães prometem fazer um protesto na Esplanada dos Ministérios. Elas querem a Polícia Federal no caso.

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Márcio Luiz de Souza Lopes,

19 anos


Caçula dos seis filhos da dona de casa Lúcia de Souza e do servidor aposentado José Luiz Lopes, não era de fazer amigos e pouco conversava com a mãe. Vizinhos mal o conheciam. Era o único filho de Lúcia e José Luiz que ainda morava com eles. Mas, reservado, preferiu ficar em um cômodo anexo da residência, feito de tijolo e telhado de zinco, com duas portas, mas sem janelas. Parou de jogar bola dias antes de sumir porque a chuteira direita rasgou-se. Foi visto pela última vez às 18h do último dia 22, quando saiu de casa, no Parque Estrela Dalva 4, para andar de bicicleta. Ele é ajudante de serralheiro.

Flávio Augusto dos Santos,

14 anos


Vaidoso e sociável, Flávio era disputado pelas meninas no Parque Estrela Dalva 7, onde sua família reside. Desde que desapareceu, na manhã do último dia 18, a mãe atende pelo menos três ligações por dia de garotas perguntando sobre seu paradeiro. O aluno do 8º ano do ensino fundamental trabalhava à tarde como repositor de estoque em uma distribuidora de doces de Luziânia. Com os R$ 200 que ganha de salário, comprou um celular com câmera fotográfica e baixou no computador dezenas de fotos que tirou do próprio rosto. Saiu para ir a uma oficina de bicicletas no mesmo bairro e nunca mais voltou.

Divino Luiz Lopes da Silva,

16 anos

Apelidado de Manchinha, por causa de uma falha na parte de trás da cabeça, Divino é considerado o melhor jogador de basquete no time do colégio, no Parque Estrela Dalva 0. Com 1,70m de altura, jogava como pivô. O estudante da 6ª série do ensino fundamental saiu de casa no último dia 13, por volta das 10h, para brincar com os amigos. Alan, um deles, disse que o viu acompanhado de David e João, com quem costumava empinar pipas na esquina de casa. Os dois, no entanto, afirmam que não estiveram com Divino no dia do desaparecimento.

George Rabelo dos Santos,

17 anos

Por R$ 20, George limpava lotes no Parque Estrela Dalva 8, localizado em uma área rural e rodeado de mato por todos os lados. Por R$ 15, cavava cisternas. Segundo familiares, é um menino trabalhador. Só não gosta de ajudar nas tarefas domésticas, conforme relato de Cirlene Gomes Rabelo, a mãe. Gosta mesmo é de jogar futebol e os amigos garantem que é bom de bola. Foi na quadra de futsal perto de casa que conheceu a namorada, de 12 anos, com quem estava havia um ano. No último dia 10, saiu de casa às 11h para encontrá-la no Parque Estrela Dalva 8. Nunca mais voltou.

Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima,


16 anos


Antes de sair de casa, Paulo Victor sempre pedia autorização à mãe. Falava onde ia, quem o acompanharia e a que horas estaria de volta. Seus melhores amigos são: Jean, Paulo César, Eduardo e Vinícius. Obediente e pacato, gostava de passar as tardes dormindo. Não se negava, porém, a ajudar a família no trailer da mãe, que vende lanches ao lado do Hospital de Luziânia, último local onde foi visto. No dia 4, o aluno do 5º ano do ensino fundamental saiu de casa para pagar uma conta na lotérica do Parque Estrela Dalva 7. A conta foi paga, mas ninguém o viu no estabelecimento.

Diego Alves Rodrigues,

13 anos

O armário que Diego tanto pediu à mãe, no valor de R$ 300, chegou em 29 de dezembro, um dia antes de ele desaparecer do Parque Estrela Dalva 4. Até então, pendurava roupas pelo quarto. As prateleiras ainda estão embrulhadas no papelão, encostadas na parede. Fanático por informática, fazia computação às sextas e sábados e passava os fins de semana na internet, sempre com os amigos Jaílton, Dedé e Gabriel. No dia em que desapareceu, havia saído de casa para ir à oficina mecânica que fica no mesmo bairro. Deixou o estabelecimento por volta das 12h, dizendo que ia para casa almoçar. Não apareceu mais.

Garoto diz ter visto o bando

Um garoto de 12 anos, morador de Luziânia, está assutado e não esquece a cena que presenciou dentro de casa na manhã de segunda-feira. Primo de um dos desaparecidos, ele garante ter escapado de um sequestro. Quando colocado em dúvida pelos vizinhos, fecha a cara e reconta a história com detalhes.

O menino esperava a mãe, sentado em um toco de madeira na porta de casa, quando viu um Fiat Doblò se aproximar da casa de um vizinho. Um homem teria saído do veículo, caminhado em volta da casa e se dirigido ao menino, que fugiu para os fundos de casa e trancou as portas. “Tinha uma mulher e outro homem dentro do carro”, contou. O estranho teria batido na porta da casa do garoto e tentou abrir a porta, colocando a mão por entre a esquadria de ferro, mas não conseguiu. “Ele estava com uma luva e o boné encobria os olhos. A Priscila, nossa cadelinha, partiu para cima e ele afastou ela com um chute”, relatou, amendrontado. Após cinco minutos, o homem misterioso voltou para o carro e saiu em disparada. O caso demonstra a apreensão e o medo que vivem os moradores do município.

Alexânia

Em Alexânia, Pollyanna de Sousa Carvalho, 14 anos, desaparecida desde 28 de dezembro, retornou para a casa dos pais domingo último. A menina está machucada e internada no hospital da cidade. Ela portava uma Carteira de Identidade falsa e uma passagem de ônibus procedente de Ituiutaba (MG). Segundo o chefe da delegacia local, Antônio Carlos Silveira, uma vizinha de 22 anos que teria levado a adolescente pode ser responsabilizada pelo desaparecimento.

Fonte: Correio Braziliense. Colaborou Naira Trindade



03/02/2010 - Homem é preso acusado de sequestrar duas crianças em Luziânia

Uma pessoa foi presa suspeita de sequestrar duas crianças na manhã desta quarta-feira (3/2), em Luziânia – cidade do Entorno distante 66km de Brasília. Porém, as informações ainda são contraditórias.

O anúncio inicial foi feito durante uma audiência pública, nesta manhã, pela presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes, deputada Bel Mesquita (PMDB-PA). Ela afirmou que duas pessoas haviam sido presas e que as crianças estariam amarradas em um carro.

No entanto, informações da Delegacia Regional dizem que as crianças e a mãe aceitaram carona de um desconhecido. A mãe teria descido do veículo em uma escola da cidade e deixado os filhos com o homem, que arrancou com o carro. Ele foi encontrado pouco tempo depois, no residencial Parque Estrela D'Alva.

O suspeito e a mãe prestam depoimento na delegacia.

Com informações de Daniel Brito e do Aqui-DF

Aguarde mais informações

Fonte: Correio Braziliense



03/02/2010 - Luziânia: CPI aponta despreparo da polícia sobre desaparecimento de adolescentes em Goiás

A presidente da CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara, deputada Bel Mesquita (PMDB-PA), afirmou hoje (3) que não apenas a Polícia Civil de Goiás mas as dos demais estados estão despreparadas para tratar de casos de desaparecimento de menores.

Deputados federais que integram a CPI participam neste momento de uma audiência pública em Luziânia, cidade do Entorno do Distrito Federal, onde acompanham a investigação que tenta esclarecer o desaparecimento de seis adolescentes durante o último mês.

“O que temos visto em audiências públicas é que existe não um descaso, mas um despreparo no trato com casos de crianças e adolescentes desaparecidos. Queremos apurar em que momento e de que forma esses casos precisam ser tratados e resolvidos.”

Bel afirmou ainda ter recebido um telefonema do senador Magno Malta (PR-ES), presidente da CPI da Pedofilia, e que há interesse do Senado em contribuir com as investigações. Às 14h, a comissão também se reúne na Câmara Municipal de Luziânia.

“Se a CPI da Pedofilia conseguiu implantar modificações sérias no modo de agir e de ver o que é realmente a pedofilia e quais os direitos das crianças e adolescentes, essa CPI também pretende isso. Uma CPI [atuando] com outra CPI, tenho certeza de que vamos lograr sucesso.”

Para a relatora da CPI, deputada Andréia Zito (PSDB-RJ), há descaso inclusive no atendimento às famílias dos adolescentes desaparecidos na cidade goiana. Pouco antes do início da audiência, a mãe do adolescente George Rabelo – desaparecido desde o último dia 10 – passou mal e só foi atendida quase meia hora depois.

“A gente chega aqui e percebe o desespero justamente porque as famílias não têm uma resposta, chegam à delegacia e a questão fica em oculto. É uma prova de que existe um total desrespeito em relação ao sofrimento delas. Viemos cobrar investigação e o procedimento devidos.”

Keila Rabelo, prima de George, explicou que a mãe do menino, Cirlene Rabelo, sofre de problemas cardíacos e de pressão alta. Ela explicou que a família mora em um bairro pobre de Luziânia, onde não há asfalto. “A gente é esquecido aqui, ninguém faz nada. A polícia nem chega lá porque não tem estrada para passar.”

Fonte: Jornal Alô Brasília

03/02/2010 - Valparaiso: Arma de fogo apreendida na DF 290

Por volta de 01h da manhã de hoje, 03, policiais militares passavam pela DF - 290, sentido Gama - DF/Valparaiso - GO, quando avistaram dois homens em uma moto Twister de cor vermelha, e resolveram abordá-los. O motoqueiro desobedeceu à ordem de parar e acelerou a motocicleta. O garupa tentou desfazer de um objeto, jogando-o no acostamento.

Cerca de 300 metros à frente, os policiais militares conseguiram deter os indivíduos. Na revista pessoal nada foi encontrado, entretanto, os policiais militares realizaram uma varredura no acostamento e encontraram o objeto, um revólver calibre 38 municiado com uma munição deflagrada. Os dois homens não portavam os documentos da motocicleta, portanto, ambos receberam voz de prisão e foram conduzidos para à 33ª DP.

Fonte: Da Redação do Jornal Alô Brasília com informações da PMDF



03/02/2010 - Prostituta mata colega de trabalho em Luziânia

Uma prostituta matou a facadas, uma colega de trabalho, em Luziânia, cidade goiana localizada a 66km de Brasília. O corpo da vítima foi encontrado nesta segunda-feira (1º/2), na casa de prostituição Shalon.
A polícia acredita que, Sinara Aparecida Ângelo, 30 anos, filha da dona da casa, teve uma briga com Maria Gisele de Oliveira, 29 anos, na madrugada de domingo (31/1), e a matou com facadas no pescoço e no tórax. O corpo de Maria Gisele estava no banheiro da casa de prostituição, no Jardim Zuléica, próximo ao Jardim Ingá, na BR-040.
Maria Aparecida Ângelo, 54 anos, dona da casa, conhecida como tia Cida, e a gerente, Anaria Auxiliadora Cruz da Silva, 34 anos, apelidada de "preta", foram encontradas no Jardim Amuarama, na cidade Ofaya. A polícia as encaminhou à Casa de Prisão Provisória (CPP) de Luziânia. Sinara Ângelo, apontada como autora do crime, está foragida.

Fonte: Correio Braziliense

03/02/2010 - Famílias de desaparecidos em Luziânia pedem que PF assuma investigações do caso

Parentes dos seis jovens que desapareceram no município de Luziânia (GO) no mês passado pediram hoje (3), durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara, que a Polícia Federal assuma as investigações. Até o momento, a Polícia Civil de Goiás conduz os trabalhos sobre o caso.

A irmã de Paulo Victor Vieira de Azevedo, Maria Cristiane de Azevedo Lima, falou em nome de todas as famílias dos adolescentes desaparecidos e cobrou também ajuda financeira para a confecção de cartazes que ajudem na divulgação. “Há desespero e indignação. É uma dura e longa peregrinação”, disse.

A mãe do adolescente, Sônia Vieira Azevedo, reclamou do ritmo das investigações. “Está muito devagar”, disse. “Chegamos a nossa casa com um cansaço que não estamos mais aguentando. Tenha dó de nós porque não estamos brincando. Queremos um fim nessa caminhada”, completou.

Durante a audiência, a mãe do adolescente Diego Alves Rodrigues, Aldenira Alves de Souza, pediu mais apoio das autoridades. Ele foi o primeiro a desaparecer, às vésperas do Ano Novo. “Peço a ajuda de todos para que nossos filhos voltem para casa. Meu filho foi a uma oficina e não chegou até hoje. Registrei a queixa e ficou só na história”, desabafou.

“Não é fácil o que estamos passando. Só sabe quem está passando também. Se fosse um acidente e a gente visse o corpo, vendo que morreu, tudo bem. Mas sem saber onde eles estão, o que eles estão passando, não é fácil”, afirmou Marisa Pinto Lopes, mãe do adolescente Divino Luiz Lopes da Silva.

Fonte: Clicabrasília



02/02/2010 - Homem é preso por suposta tentativa de sequestro em Luziânia

Um homem foi preso nesta manhã (3) acusado de tentar sequestrar duas criança, em Luziânia. No entanto, de acordo com o Capitão Teixeira, da Polícia Militar de Luziânia, a história não passou de um mal entendido.

As crianças, uma menina de 12 anos e um garoto de 11, pegaram carona, acompanhados pela mãe, com um homem que distribuía panfletos em frente de escolas em um Kadett branco, placa JJA-9953 (GO).

Ao chegarem em outra escola, a mãe desceu do carro para fazer uma transferência. Ainda de acordo com o PM, a mãe se ausentou por muito tempo e o homem seguiu para fazer panfletagem em uma terceira escola, com as duas crianças no carro. Quando a mãe retornou e não encontrou as crianças, acionou a polícia.

O delegado responsável pelas investigações prestará esclarecimentos sobre o caso em uma coletiva às 15h.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br, com informações de Pedro Wolff

02/02/2010 - Polícia apreende 200 kg de peixe na DF 180

Policiais militares da Companhia de Polícia Militar Ambiental apreenderam 200 kg de peixe na DF 180, saída para a cidade de Padre Bernardo (GO). O fato ocorreu na madrugada de hoje, 02 de fevereiro.

A equipe, que estava num ponto de bloqueio na rodovia, abordou um GM/Corsa Sedan, de cor cinza e placa do DF, onde encontrou em seu interior a quantidade do pescado.

Por estar num período de defeso mais conhecido como "Piracema", compreendido entre 1º de novembro a 28 de fevereiro, conforme instrução normativa de 2005 do ministério do meio ambiente, fica proibido todo e qualquer pescado de espécie e tamanho na bacia do rio Tocantins, formador do lago Serra da Mesa. O condutor foi encaminhado à delegacia da área e autuado pelo crime ambiental.
Da redação do Jornal Alô Brasília / PMDF

Fonte: Jornal Alô Brasília



02/02/2010 - Adolescente morre após ser baleado em Águas Lindas

Um menor morreu na madrugada desta terça-feira (02/02), após ser atingido por três disparos, em Águas Lindas, cidade goiana a 47 km de Brasília. O crime ocorreu por volta de 2h, próximo a igreja Nossa Senhora da Conceição.

Udson Hugo Santos Abreu, 15 anos, saia do bar Azulão, no Parque da Barragem, setor 3, com dois amigos, quando um rapaz que estava a pé o chamou em voz alta. De acordo com agentes da delegacia de cidade, os dois conversaram por cerca de 10 minutos. O homem, então, sacou uma arma, disse “você vacilou”, e disparou três vezes contra o peito de Udson Abreu.

Os amigos do jovem ligaram para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O adolescente foi encaminhado ao hospital Bom Jesus, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops) de Águas Lindas do Goiás, ainda não há um suspeito. Os amigos de Udson Abreu serão intimados à prestar esclarecimentos. O menor não tinha passagens pela polícia.

Fonte: Correio Braziliense

02/02/2010 - CPI do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes vai a Luziânia acompanha investigação

Deputados Federais que integram a comissão parlamentar de inquérito (CPI) do Desaparecimento de Crianças e Adolescentes da Câmara irão amanhã (3) à cidade goiana de Luziânia, onde irão acompanhar a investigação que a Polícia Civil de Goiás vem realizando para esclarecer o desaparecimento de seis adolescentes durante o último mês.

Além da diligência proposta pela relatora da comissão, a deputada Andréia Zita (PSDB/RJ), os parlamentares também aprovaram a realização de uma audiência pública com a participação de parentes dos seis jovens desaparecidos. A audiência acontecerá amanhã, na Câmara Municipal de Luziânia, a partir das 10 horas e, segundo a presidente da comissão, a deputada Bel Mesquita (PMDB/PA), servirá para que se debata as causas e as consequências dos desaparecimentos registrados em todo o país.

“Este caso, infelizmente, pode nos dar mais material para compreendermos o problema. E acompanhando os fatos no exato momento em que uma investigação está em curso nós poderemos nos preparar melhor para fazermos [no âmbito da CPI] as propostas necessárias”, disse a deputada, ponderando que as causas para o sumiço de crianças e adolescentes são tão difusas que “ninguém ousa conjecturar sobre o porque do sumiço de seis adolescentes em uma cidade tão pequena quanto Luziânia”.

Já para a relatora da CPI, Andréia Zita, o caso de Luziânia serviu para tornar a colocar em evidência um problema que existe há muito tempo e que, segundo ela própria, infelizmente não recebia a devida atenção.

“Essa questão infelizmente nos ajuda a despertar a sociedade para o fato de que isso vem ocorrendo em todo o país e que pode acontecer com o filho de qualquer um de nós. Nós [a CPI] já havíamos começado o trabalho [de denunciar e discutir o problema], mas não vínhamos tendo o apoio da mídia, do governo e de alguns deputados. Luziânia acabou sendo um despertar para a importância não só de uma CPI, mas principalmente de investigarmos e buscarmos os culpados desses fatos”, declarou Andréia Zito, alegando que a presença da CPI na cidade goiana vai aumentar a pressão por respostas.

“É uma CPI indo cobrar ações concretas em relação a estes desaparecimentos. Estaremos lá cobrando que a Polícia Civil cumpra seu dever de investigar. Hoje são seis desaparecidos, mas talvez se quando a primeira criança sumiu outras ações tivessem acontecido nós não tivéssemos este número tão alto se considerado o tamanho da cidade”, concluiu a deputada, destacando que parlamentares que não integram a comissão, mas são do estado, já manifestaram interesse em acompanhar o grupo.

Fonte: Agência Brasil



02/02/2010 - Polícia Civil prende integrante do PCC no Entorno


Investigadores da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco) prenderam nesta terça-feira (2/2), um homem suspeito de participação no Primeiro Comando da Capital (PCC). Luciano Luís Martins é acusado de agir no Distrito Federal a mando da organização criminosa paulista desde 2005. Em 5 de julho daquele ano, ele e pelo menos três comparsas se envolveram no assassinato de Ronie Peterson Gonçalves Campos, 26 anos. A vítima morreu baleada em Recanto das Emas. Também houve uma tentativa de homicídio no mesmo ataque.

delegado-adjunto da Deco, Giancarlos Zulani, disse que o grupo responsável pelo crime recebeu ordens do PCC para matar Ronie por conta de uma dívida de droga. "Eles integram grupo de criminosos enviados pelo PCC ao DF. A morte foi encomendada porque a vítima comprou cocaína e não pagou", explicou. Luciano era o único dos quatro criminosos que continuava foragido. Os demais estão presos, dois deles condenados pela Justiça do DF. A prisão de Luciano ocorreu em Céu Azul, em Valparaíso (GO), município distante 45km do Plano Piloto.

Fonte: Correio Braziliense



02/02/2010 - Polícia prende Integrante do PCC em Valparaíso

Luciano Luiz Martins, 34 anos, foi preso nesta terça-feira (02), no Bairro Céu Azul em Valparaíso/GO, em cumprimento a mandado de prisão. Ele é acusado de envolvimento em um homicídio praticado por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A vítima, Ronie Peterson Gonçalves Campos, foi morta em julho de 2005, no Recanto das Emas. Conforme as investigações, Luciano faz parte da referida facção criminosa. A Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (DECO) foi responsável pela prisão, que ocorreu após intensas investigações. O autor foi recolhido ao cárcere do DPE.
Da redação do Jornal Alô Brasília / PCDF

Fonte: Jornal Alô Brasília



02/02/2010 - Famílias de jovens desaparecidos preparam campanha por informações

Além de distribuírem cartazes por Luziânia, as mães prometem fazer uma manifestação em Brasília. Já são mais de 30 dias sem notícias ou pistas sobre o paradeiro dos seis rapazes.

Já se passaram 33 dias, desde o último desaparecimento. No dia 30 de dezembro, Diego Alves, 13 anos, saiu de casa e não voltou. O último a desaparecer foi Márcio Luis, 19 anos, há 11 dias. Além de distribuir cartazes pela cidade, as mães dos seis adolescentes desaparecidos prometem fazer uma manifestação em Brasília, em frente ao Congresso Nacional. Elas reclamam do papel da polícia de Luziânia e vão pedir ajuda à Polícia Federal.

O delegado regional de Luziânia, José Luiz Martins, disse que alguns casos avançam mais do que outros, por se tratar de investigações individuais. E ele reforça que a Polícia Civil de Luziânia é capaz de desvendar o mistério.

As aulas das redes estaduais de ensino começaram esta semana, mas muitas mães estão deixando de mandar os filhos para a escola. As secretarias das escolas afirmam que estão tendo reforço do Batalhão Escolar. Além disso, o batalhão passa nas salas de aula para orientar os alunos sobre os cuidados que eles devem ter ao entrar e sair da escola. Pedem também que as mães não deixem de mandar seus filhos.

Fonte: DFTV 1ª Edição Maria Fernanda



01/02/2010 - Polícia de Luziânia garante não precisar de intervenção federal para investigar desaparecimentos

O delegado de Luziânia – cidade do Entorno distante 66km de Brasília –, Rosivaldo Linhares, garantiu que há estrutura de segurança suficiente para investigar os casos de desaparecimento registrados na cidade desde o final de dezembro de 2009. A declaração foi feita em uma reunião com a comitiva de Direitos Humanos que visita a cidade nesta segunda-feira (1º/2).

O delegado afirmou isso após receber o apoio do ouvidor-geral da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio Filho, que se mostrou disposto a pedir apoio federal no caso. “A gente não pode deixar essa situação acontecer. O Estado tem que fazer disso uma prioridade. As mães têm todo o direito de saber o que aconteceu”, disse Fermino.

Linhares garantiu que a Secretaria de Segurança Pública do estado de Goiás tem dado apoio suficiente e que, caso haja necessidade de intervenção federal, será comunicado aos responsáveis.

Decepção

A comissão de Direitos Humanos, que se reuniu nesta manhã com familiares das vítimas, seria recebida pelo delegado regional de Luziânia, José Luiz Martins de Araújo. Ao chegarem na delegacia, no entanto, foram informados de que o delegado teria ido a Goiânia. Na semana passada os interessados no encontro enviaram ofício para Araújo, marcando a reunião.

Suspeita

Os seis jovens desaparecidos são todos do sexo masculino e apenas um deles é maior de idade. Todos são moradores do módulo residencial Parque Estrela D’Alva.

Um outro caso que pode ter ligação com os sumiços registrados é da jovem Alessandra Alves Rodrigues, 14 anos, desaparecida desde o dia 21 de dezembro de 2009. De acordo com o pai da garota, Alexandre Rodrigues Macedo, a menina saiu de casa para ir até a igreja Batista Celular Internacional do bairro de Lago Azul, a cerca de 100m de sua casa. Desde então, nunca mais foi vista. O pai acredita que o sumiço da menina pode estar relacionado aos outros casos.

Fonte: Correio Braziliense - com informações de Daniel Brito


01/02/2010 - Jovem é assassinado no Novo Gama

Um rapaz foi assassinado na noite deste domingo (31/1), na Avenida Central do Novo Gama. O crime ocorreu por volta das 20h, deste domingo (31/1), depois de um desentendimento entre a vítima e outro homem. É o que informa o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), da cidade.
Orley Pereira Lacerda, 24 anos, foi atingido por três tiros. Uma ambulância o resgatou e o levou ao Posto de Saúde 24h da cidade, onde chegou sem vida. Ele era morador do Jardim Céu Azul, Valparaíso, mas estava na cidade em uma festa automotiva.

A vítima estava acompanhada de um amigo, que também foi atingido pelos disparos. O rapaz foi levado ao Hospital Regional do Gama, e está fora de perigo. O Ciops informou que os familiares de Orley identificaram esse amigo apenas como Erivan.

Orley não possuía antecedentes criminais. Em depoimento a policia, os familiares informaram que suspeitam de um dos colegas, mas as investigações ainda estão em andamento.

Fonte: Correio Braziliense



01/02/2010 - Acidente entre caminhão e van deixa nove pessoas feridas em Águas Lindas

Um acidente entre um caminhão e uma van deixou nove pessoas feridas, um deles em estado grave, em Águas Lindas na manhã desta segunda-feira (1º/2). A batida ocorreu por volta das 8h40, na altura do km 9 da BR-070, próximo ao Hospital Bom Jesus.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, Luiz Neto Moraes Filho, teve traumatismo cranioencefálico. Ele chegou ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) com um corte profundo na cabeça e fraturas nas pernas e no braço direito.

Luiz Neto recebeu atendimento primeiramente no Hospital Regional de Ceilândia (HRC), mas, devido à gravidade dos ferimento teve que ser removido pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros ao HBDF. A transferência ocorreu às 11h.

Enfermeiro do Hospital Bom Jesus, Willians Wagner de Melo ajudou no socorro das vítimas. Ele relatou que entre os feridos havia uma gestante com ferimentos leves. Ela foi encaminhada a um dos hospitais do DF para melhor avaliação dos traumas, informou Willians de Melo.

Fonte: Correio Braziliense - com informações de Luiz Calcagno



01/02/2010 - Mais uma tentativa de sequestro em Luziânia

Rapaz de 20 anos foi cercado por três carros, à noite, em parada de ônibus do Parque Estrela Dalva. Os gritos do pai do jovem afugentaram os supostos criminosos. A família precisou recorrer ao MP para conseguir registrar ocorrência policial.

Em meio ao pânico espalhado entre os moradores de Luziânia, um rapaz de 20 anos sofreu uma tentativa de sequestro na noite da última sexta-feira. Ele foi cercado por três carros em uma parada de ônibus do bairro Parque Estrela Dalva, o mesmo onde seis adolescentes desapareceram nos últimos 32 dias. Policiais civis estiveram ontem à tarde na casa da família da vítima para colher depoimentos. O garoto só conseguiu escapar porque seu pai, um comerciante de 46 anos, decidiu acompanhar o filho a distância até o ponto de ônibus. Ao ver a investida contra o rapaz, ele gritou e correu em direção aos supostos criminosos. Ao serem flagrados, os três carros saíram em disparada. Mas o comerciante conseguiu ver o rosto de um dos homens e ainda teve tempo para anotar a placa de um dos veículos.

A Polícia Civil já começou a investigar o caso para saber se ele tem relação com o sumiço dos outros jovens. Depois de passar o sábado tentando registrar uma ocorrência, o pai da vítima recorreu ao plantão do Ministério Público do Distrito Federal, que enviou um ofício a promotores de Justiça de Luziânia. Depois desse trâmite, policiais civis e um delegado estiveram ontem, por volta das 13h, na casa da família para ouvir os relatos da tentativa de rapto. Os agentes anotaram todos os detalhes, como a placa do carro. Segundo o pai do jovem atacado, a placa do veículo seria fria.

Cuidado de pai

O jovem de 20 anos saiu de casa em direção ao trabalho por volta das 22h30 de sexta-feira. Desde que o desaparecimento de adolescentes da região virou notícia, o pai do garoto começou a acompanhá-lo até o ponto de ônibus. “Ele ficava com um pouco de vergonha de eu ficar seguindo, mas aí eu ia a distância, por precaução. Estava em pânico que alguma coisa acontecesse com o meu filho e agora vejo que foi essa atitude que nos salvou”, conta aliviado, mas ainda nervoso, o comerciante. Ele não quis se identificar por medo de represálias.

Logo depois de chegar ao ponto de ônibus, que estava vazio, o jovem foi cercado por três carros, dois da cor prata e um preto. “Eu vi a cena de longe e fiquei desesperado. Comecei a correr e a gritar. Tirei o chinelo para correr mais rápido e segurei na mão. Acho que os bandidos pensaram que poderia ser uma arma e ficaram com medo”, relembra o comerciante.

Antes que os três carros dispersassem, o pai do jovem conseguiu ver o rosto de um dos homens, que estava no banco do passageiro do veículo preto, possivelmente um Gol, de acordo com as duas testemunhas. “Era um homem moreno, de nariz fino. Devia ter no máximo 40 anos, estava de boné azul e era muito forte”, afirma o pai do rapaz abordado pelos supostos criminosos. “Consegui ver muito bem. Poderia reconhecer facilmente esse homem, se o encontrasse na rua”, garante o comerciante.

É impossível, por enquanto, afirmar que essa tentativa de rapto tenha relação com o desaparecimento dos seis adolescentes de Luziânia. Depois do desaparecimento dos seis outros jovens, já houve dois casos semelhantes ao desse fim de semana. Diante da falta de evidências, a Polícia Civil investiga toda e qualquer pista. No último dia 28, o funcionário de um supermercado contou à polícia ter visto Diego Alves Rodrigues, 13 anos, ao lado de um homem moreno, de estatura mediana, usando calça jeans e camiseta e que aparentava ter cerca de 35 anos. Segundo a testemunha, o homem carregava uma enxada e andava ao lado de Diego no dia do sumiço do menino.

Outra testemunha importante do caso é um menino de 17 anos, que diz ter sido abordado por dois homens, no dia 21 de janeiro, no Parque Estrela Dalva 4. Os suspeitos, segundo o jovem, estavam em um Vectra preto. Aproximaram-se do garoto e ofereceram emprego para ele em Brasília. Segundo o relato do adolescente, um homem era careca e o outro, cabeludo. Teriam prometido R$ 50 por meia hora de trabalho. O garoto fugiu correndo, contou o que aconteceu aos pais, que o levaram à polícia.

Investigações

Os pais e familiares dos adolescentes já prestaram depoimento, mas podem voltar a ser ouvidos. Um dos grandes desafios dos agentes é tentar relacionar todos os casos. Diego Alves Rodrigues, 13 anos, Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16, George Rabelo dos Santos, 17, Divino Luiz Lopes da Silva, 16, e Márcio Luiz de Souza Lopes, 19, desapareceram em dias e locais diferentes. Mas todos os casos foram no bairro Parque Estrela Dalva (veja arte).

Hoje, a partir das 9h, familiares desses seis jovens vão se reunir com representantes da Câmara Legislativa, da Câmara dos Deputados, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, do Ministério Público de Goiás e do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal (Cedeca). Essas entidades querem ajudar na busca pelos adolescentes e também prometem pressionar as autoridades de Luziânia por mais eficiência nas investigações. O encontro será no Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), na quadra 17, às margens da BR-040.

Fonte: Correio Braziliense



01/02/2010 - Homem é encontrado morto em um bueiro no Novo Gama

Um homem foi encontrado morto na madrugada de hoje (1º), no Novo Gama. Ele estava em um bueiro e foi encontrado por volta das 4h.

A vítima ainda não foi identificada. Segundo testemunhas, quatro homens espancaram o rapaz na Quadra Q3A do Pedregral. Enquanto eles batiam, alguns falavam “você não vai mais assaltar ninguém”. Após um certo tempo, os criminosos se cansaram de bater. Um deles pegou um bloco de concreto e golpeou a cabeça da vítima.

Testemunhas disseram que um dos homens estava em uma moto. A Polícia continua investigando o caso.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br



01/02/2010 - Jovem é assassinado no Novo Gama

Um rapaz foi assassinado na noite de ontem (31), no Novo Gama. Ele estava acompanhado pela namorada e um amigo. A moça também foi atingida.

Orley Pereira Lacerda, 24 anos, estava em uma festa de som automotivo na Avenida Principal do Novo Gama. Ele foi para o local com um colega e a namorada. Por volta das 20h30, ele e a mulher saíram da festa e não retornaram.

Orley foi encontrado morto. Ele foi atingido por um tiro na boca, que atravessou a nuca do jovem. A namorada também foi atingida. Ela foi levada ao Hospital Regional do Gama e passa bem. A Polícia continua a investigar o caso.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br



01/02/2010 - Câmeras registram assassinato em GO

Crime ocorreu dentro de um posto de gasolina da cidade Valparaíso.
As câmeras do circuito interno de segurança de um posto de gasolina, na cidade Valparaíso, em Goiás, registraram o assassinato de um homem que havia sido sequestrado junto a um amigo.

As vítimas aproveitaram a distração dos bandidos para fugir, mas um deles acabou recebendo dois tiros e morreu. Os sequestradores abandonaram o carro no local e fugiram a pé. Ninguém foi preso.
Fonte: R7



01/02/2010 - Comper divulga ganhadora da campanha "Natal dos Sonhos"

Brasília, 02 de fevereirode 2010 - No último dia 30, a rede de supermercados Comper promoveu, na loja de Valparaíso, o encerramento da campanha "Natal dos sonhos Comper", na ocasião foi feita a entrega simbólica do cheque no valor de R$ 50.000,00 para a moradora de Cidade Ocidental, Marciane Garcia Ferreira para a compra da casa referente a promoção. O evento contou com brinquedos infláveis, algodão doce para a criançada e café da manhã.
"Acreditamos muito no sucesso desta ação e na repercussão junto aos clientes e moradores da região de Valparaíso", considera Carlos Paes, gerente regional do Comper.

Sobre o Comper - Com mis de 30 anos, dos quais nove instalados no DF, o Comper atualmente possui 31 lojas distribuídas em quatro unidades da Federação (SC, MT, MS, GO e DF). Seu compromisso é primar pelo bom atendimento, qualidade dos produtos e preço justo. Suas lojas contam, cada uma, com 16 mil itens, em média. No DF, a empresa possui as unidades Asa Sul, Taguatinga, Ceilândia, Gama, Samambaia e Sobradinho

Fonte: Olhar Direto



01/02/2010 - Comitiva se reúne com familiares de jovens desaparecidos em Luziânia

Publicação: 01/02/2010 10:06 Atualização: 01/02/2010 10:14

Uma comitiva se reúne com familiares de jovens desaparecidos em Luziânia, cidade do Entorno a 66km de Brasília, na manhã desta segunda-feira (1º/2). Estarão presentes diversos representantes ligados a atividades que envolvem proteção aos direitos humanos. Além dos familiares, os responsáveis pela investigação também devem participar.

Confirmaram presença no encontro a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Erika Kokay (PT); o representante da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Augustinho Veit; o ouvidor-geral da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Fermino Fechio Filho; a coordenadora do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedeca-DF), Perla Ribeiro; o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal de Goiás, Mauro Rubem; e o representante do Ministério Público de Goiás, promotor Ricardo Rangel.

Entenda o caso

Desde o dia 30 de dezembro de 2009, seis jovens moradores do setor habitacional Parque Estrela D’Alva desapareceram misteriosamente. O primeiro foi Diego Alves Rodrigues, 13 anos. Ele saiu de casa para ir a uma oficina de carros no mesmo bairro e nunca mais foi visto. Depois dele, sumiram Paulo Victor Vieira de Azevedo Lima, 16 anos; George Rabelo dos Santos, 17; Flávio Augusto Fernandes dos Santos, 14; Divino Luiz Lopes da Silva, 16 e Márcio Luiz de Souza Lopes, 19 anos. Nenhum deles se conhecia nem era considerados rebeldes pelos familiares. Ainda não há suspeitos e a polícia conta com reforços para continuar as investigações.

Fonte: Correio Braziliense


01/02/2010 - Assaltante é morto por moradores do Pedregal

Um homem foi morto por moradores do setor Padregal, no Novo Gama. De acordo com informações de um Policial Militar que estava na Delegacia de Policia da cidade, a vítima era um assaltante. O crime ocorreu quando um grupo de pessoas se reuniu e espancou o homem, que levou um forte golpe na cabeça. Um pessoa que viu a movimentação chamou a polícia. Quando os PMs chegaram viram apenas um rastro de sangue que levava a um bueiro.

A DP informou que, por volta do 12h30, alguns agentes foram enviados ao local do crime para obter mais informações.

Fonte: Correio Braziliense


 

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